Galeria Peru - Surf Trip com o pai

Filho e pai na prefeição de Chicama


“Chicama, a onda mais longa do mundo, uma onda na qual todos os surfistas do mundo sonham e querem surfar. Um lugar de uma cultura incrível e onde o surf começou, com histórias fascinantes.

Chicama. Foto: arquivo pessoal.

Chicama. Foto: arquivo pessoal.



Eu nunca tinha ido ao Peru, nem meu pai que me acompanhou nessa viagem. Com um ano meu pai já me colocava em cima de uma prancha e aí começou a realização de dois sonhos: 1º) o meu de ser surfista profissional e 2º) do meu pai, de poder surfar comigo, já que ele também chegou a competir quando era mais novo e sempre amou o esporte e o mar, e por isso se tornou biólogo marinho, mas nunca deixou de surfar.

Minha primeira viagem com ele foi para Costa Rica. Surfamos nos melhores picos, mas eu ainda era muito pequeno. Peru foi a primeira viagem onde realmente pudemos estar só os dois na mesma sintonia.

Ao chegar em Chicama, o mar estava subindo com uma previsão de altas ondas para a semana, mas já estava incrível, com ondas de um metro nas séries e com extensão que nunca tínhamos visto antes. Muito divertido, parecia que estávamos sonhando. Pegamos várias ondas e nos divertimos muito.

Daniel Ferlin, Chicama. Foto: arquivo pessoal.

Daniel Ferlin, Chicama. Foto: arquivo pessoal.



No dia seguinte o mar já estava bombando, parecia desenho de caderno, olhávamos para o horizonte e dava para contar mais de oito linhas intermináveis, surreal. A semana toda foi igual, acordávamos, tomávamos o café da manhã e surf. Almoço rápido, descanso e surf, surf, surf o dia inteiro, percorrendo ondas de até 3Km de extensão, de cansar as pernas.

Nos primeiros dias íamos pegando as ondas e voltávamos caminhando para o pico, pilhados com aquele visual e com aquelas ondas de sonho. Depois que o mar ficou maior era quase impossível vencer a correnteza na remada e decidimos pegar o barco, aí a coisa ficou boa e aproveitamos ainda mais, pois pegávamos a onda e rapidamente, já voltávamos para o pico.

Augusto Ferlin, Chicama. Foto: arquivo pessoal.

Augusto Ferlin, Chicama. Foto: arquivo pessoal.



Foi algo muito legal, pois no trajeto para pico avistávamos as ondas um do outro, mas eu e meu pai às vezes nos encontrávamos no barco e voltávamos para o pico falando sobre as nossas performances, pois como as ondas em Chicama são muito longas nem sempre voltávamos para o pico na mesma viagem de barco.

Me sinto privilegiado e agradeço todos os dias por ter a família que tenho e por ter meu pai perto de mim, somos amigos, parceiros unidos pelo surfe e gostamos das mesmas coisas. Poder conhecer vários lugares e poder surfar em ondas diferentes e fazer tudo isso na companhia do meu pai torna tudo mais irado. E tenho certeza que faremos muitas outras surftrips e com certeza quero ir com o meu pai.

Quero dar os meus parabéns a todos os pais surfistas de filhos surfistas, que neste dia dos pais possamos surfar muito, este é o melhor presente, ainda mais que o mar promete para o dia deles".

Augusto e Daniel Ferlin, Chicama. Foto: arquivo pessoal.

Augusto Ferlin, Chicama. Foto: arquivo pessoal.



Daniel Ferlin tem 15 anos, nasceu na Espanha, mas com pais brasileiros veio ao Brasil muito novo e já é brasileiro de coração e alma. Pegou o gosto pelo surfe muito cedo, por ter um pai surfista e ex-competidor e está se dedicando em aprimorar seu surfe com todos os tipos de pranchas possíveis.

Em 2016 decidiu abrir mão de uma etapa importante para o ranking paulista de sua categoria para participar de um evento organizado pela Vissla, o Cosmic Itamambuca, que incentiva os surfistas a surfarem com pranchas antigas e executarem as linhas mais clássicas do surfe.

Tem participado dos principais eventos das categorias Mirim e Junior, além de participar de eventos de SUP e Longboard, conquistando bons resultados.

Além da Vissla, Daniel conta com o apoio da Sal ITA, Tropical Brasil, Surf Trunk Surf Shop, Ocean Travel, Joaquina Lofts e Casa Branca Educação.

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