Galeria Prainha - Casa cheia em evento multidisciplinar no Parque Natural

O sábado foi o dia da inauguração da exposição “Com Textos Residuais”


O auditório do Parque Natural Municipal da Prainha, ficou pequeno na manhã deste sábado, dia 17, para acolher cerca de 70 pessoas que compareceram para a inauguração da exposição “Com Textos Residuais” do artista plástico Gutto Barros, além de atividades holísticas ministradas pelo Projeto Plante 1 Semente e palestras com os seguintes temas ambientais:

- “O que a água que você bebe, tem a ver com a conservação dos Golfinhos” - Mariana Alonso e Leonardo Flach. O tema abordou a grande quantidade de golfinhos que apareceram mortos em nosso litoral nos últimos meses.

 - “O Impacto do Lixo nos Oceanos” - Rodrigo Coelho. Entre outros exemplos, Rodrigo citou a grande quantidade de tartarugas marinhas que vem aparecendo mortas em nosso litoral, por estarem comendo sacos plásticos, confundidos por elas como se fossem água viva.

Foto: divulgação.

Foto: divulgação.



Abílio Fernandes, Gestor do Parque, apresentou o “Projeto Barreiras Ecológicas” desenvolvido pelo Conselho Consultivo da Unidade e moradores da região. Atualmente, uma das maiores preocupações dos frequentadores da Prainha é a ameaça de poluição da água do mar e da areia da praia, devido a poluição trazida pelo Canal de Sernambetiba, também conhecido como Canal do Rio Morto, quando ocorrem correntes e ventos do quadrante leste e que se agravam nos dias de chuvas torrenciais.

A ideia proposta é de implantar barreiras de gigogas ao longo do Canal, que agiriam como filtro, um vez que essas plantas se alimentam e se proliferam em razão do esgoto clandestino que vem sendo lançado no local. As gigogas têm sido apontadas como a principal causa da proliferação de mosquitos na área. Embora não sejam tóxicas, mas com a grande massa produzida em suas desenfreadas proliferações, podem causar danos ambientais e prejudicar a vida aquática.

Ao cobrirem as superfícies de lagos e lagoas impedem a entrada da luz solar, comprometendo a realização da fotossíntese ou em sua putrefação, podendo ocasionar baixa oxigenação da água o que desencadeia uma série de danos à micro e macro biota aquática (plânctons e peixes). Suas raízes com pêlos são altamente eficientes na retenção de partículas, possibilitando a remoção de sólidos em suspensão, metais pesados e micro poluentes orgânicos.

São ótimas absorvedoras de nitrogênio e fósforo do sistema, embora recomenda-se seu uso com atenção, pois na sua decomposição, ela realimenta o ciclo, e pode se transformar em um problema ambiental. Com um manejo adequado, pode ser um agente de despoluição. Estudos revelaram que os aguapés quando cultivados de forma correta podem despoluir 1 ha, diariamente os esgotos brutos correspondentes a uma população aproximada de 2.500 habitantes.

Foto: divulgação.

Foto: divulgação.



O Projeto tem também como foco principal, fortalecer a consciência ambiental da população, sobre a importância de sua participação na dissolução de impactos ambientais que ameaçam a qualidade de vida na região, interagindo a sociedade civil e o poder público.

O projeto, como supracitado, será encaminhado aos Órgão Públicos competentes para analisarem sua viabilidade.

Outra atração do evento foi a presença do nativo Xumaya Xya, da tribo Fulni-ô de de Aguas Belas Pernambuco. Xumaya, vestido a caráter, falou sobre sua cultura e a forma sustentável que os nativos brasileiros tratam o meio ambiente, além de ter apresentado alguns cânticos de sua etnia, juntamente com a Terapeuta Cláudia Braune – Plante 1 Semente. Foi um momento de meditação e confraternização muito bem aproveitado e elogiado pelos participantes.

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