Oi Rio Pro 2017 - Kanoa: "Queria que toda etapa fosse igual a do Brasil"


Kanoa Igarashi. Foto: Iuri Corsini/Ricosurf


Kanoa Igarashi. Foto: Iuri Corsini

O nipo-americano Kanoa Igarashi, local de Huntington Beach, de apenas 19 anos, em seu segundo ano no Tour, não vem tendo um bom início de temporada. Nas três primeiras etapas, um 25.o, um 13.o e um outro 25.o, respectivamente, o que o deixa atualmente na 29.a colocação no ranking do CT.

Mas a situação parece estar mudando e o jovem talento deixou a todos perplexos ao eliminar um dos grandes favoritos do Oi Rio Pro 2017, Filipe Toledo, em bateria marcada pela polêmica interferência de Filipinho logo no primeiro minuto de ação. 

Com essa vitória sobre Filipe, Igarashi garante seu melhor resultado no ano. Mesmo se for eliminado no round 5, onde enfrenta o australiano Matt Wilkinson, ele terminará sua participação em 9.o lugar, garantindo 4 mil pontos no ranking, o que fará com que ele ganhe boas posições na briga da parte de trás da tabela.

Logo após sua bateria contra o brasileiro, Igarashi nos concedeu uma entrevista falando sobre o Brasil, fãs e a apaixonada torcida brasileira.




Confira:


Iuri Corsini - Como tem sido estar aqui em Saquarema?

Kanoa Igarashi - Tem sido bom. Gosto daqui, já vim algumas outras vezes. É bom estar no Brasil, comendo muita picanha e tomando muito açaí (risos). Estou amarradão em estar aqui e as ondas estão bem divertidas também. 

O que você achou da mudança de local do evento no Brasil?

Fiquei feliz. Eu realmente gosto muito de Saquarema. Me lembra bastante Portugal, onde eu passo um bom tempo. Tem muitas ondas parecidas, beach breaks, ondas com esse bump. É legal surfar essa esquerda, é um pouco diferente e estou me divertindo muito. Talvez seja por isso que eu esteja indo bem nesse evento.


Kanoa Igarashi à vontade em Itaúna. Foto: Iuri Corsini / Ricosurf.



Falando um pouco sobre essa bateria contra o Filipe Toledo, como foi aquele início, com uma interferência logo no começo?

Foi bem estranho. Foi uma onda muito boa e eu queria ir nela. Foi um pouco confuso, a onda estava mais para a esquerda e ele acabou me atrapalhando um pouco pois perdi o ritmo no restante da onda. Poderia ter sido melhor, foi uma das melhores ondas da bateria. Foi estranho, um pouco desnecessário eu achei, mas quero seguir adiante e deixar isso pra trás. Não era o jeito que eu esperava vencer.

E falando agora sobre a torcida nesta bateria. Como é lidar com um crowd tão barulhento e apaixonado?

É evidente que a torcida aqui torce sempre para os brasileiros, mas é legal porque no final, o que eles querem ver mesmo é um surf de qualidade. Eles me passam muita energia e vi que muitos ficaram felizes com meu surf e eu tenho muitos fãs aqui. É por isso que eu gosto bastante do Brasil, tem pessoas que querem me ver vencendo e apesar da paixão e do barulho, aqui a torcida não tenta colocar ninguém para baixo, eles só querem ver um bom surf e tem sido uma energia muito boa, mesmo eu não sendo brasileiro.

É muito diferente para quem não é daqui competir no Brasil com todo esse barulho e paixão da torcida?

Sim! É claro que é bem diferente. Mas é um diferente no bom sentido. Quer dizer, gostaria que fosse assim em todas as etapas. Estar na água e sentir aquela energia vindo da torcida. Acho que é por isso que tem excelentes surfistas aqui no Brasil, porque eles tem essa energia extra vindo do crowd na areia e isso faz eles puxarem ainda mais os limites. Eu estando aqui, tento aproveitar ao máximo essa vibração, para tentar ir o mais longe possível nesse evento.

Como você está se sentindo para o resto da temporada? Está feliz com o seu surf?

Sim, estou me sentindo muito bem. Tenho boas pranchas no momento e boas companhias ao meu redor. Tenho apenas 19 anos mas estou me divertindo bastante. Vou aos evento e amo estar lá e fazer parte disso. É apenas o meu segundo ano no Tour e espero continuar por muito tempo ainda. Ainda estou aprendendo e ganhando experiência, mas ao mesmo tempo tentando me divertir ao máximo.

Ricosurf / Por Iuri Corsini



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