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Galeria e Vídeo - A vida de uma gestante surfista

Autor: Administrador
Data da publicação: 21/03/2017 - 00:01h
Kamila Maia está esperando seu segundo filho. Foto: Fedoca Lima.

O dia das mulheres é todo o dia, todos os dias, elas são as responsáveis por virmos ao mundo e razão de vivermos.

Kamila Maia gestante do segundo filho (falou com a gente na última semana, no sexto mês de gravidez), mãe de uma menina de 7anos nos contou que “não conhecia o surf na primeira vez, ele entrou na minha vida tem uns 3 anos”.

Ela morava em Itacuruça, Rio de Janeiro, os pais tinham lancha então ela sempre teve contato com o mar, mas não com as ondas, não sabia nem pegar jacaré, gostava de sair, cervejinha, era fumante, até que um dia ao vir morar em vargem Grande teve um estalo de que sempre quis aprender a surfar.

Procurou escolinhas, começou a surfar e com um grande sorriso nos conta: "A minha vida se iluminou de um jeito, não tem explicação, você em contato com a natureza, com Deus. Você se purifica todos os dias indo para o mar, com mar bom, com mar ruim, gelado, quente, você está ali pegando suas ondas com um sorriso de ponta a ponta. Isso não tem preço”.

A descoberta da gravidez se deu de forma inusitada, numa aula de Prema Yoga e Yoga para crianças e gestantes. Durante a meditação ela botou a mão na barriga e começou a ver muita luz azul, geralmente a sua menstruação ocorria nesses fim de semanas de aula, e nesse não veio, então surgiu um sentimento de que ia ser mãe novamente e dessa vez de um menino, intuição essa com apenas 7 dias de gravidez o que depois se confirmou.

Veja a GALERIA DE FOTOS.

A descoberta mexeu com sentimentos antagônicos de muito choro de alegria e choro de achar que ia ficar 9 meses sem surfar! Os hormônios a flor da pele...

A Dra. Monica Malheiro, ginecologista e obstetra da Kamila, fala para as suas pacientes que gravidez não é doença, que mantendo algumas limitações a rotina da gestante vai ser a mesma. “Os 3 primeiros meses de gestação são os meses de mais risco, que o bebe está sendo formado, desenvolvendo o tubo neural, então eu acabo pedindo para evitar esporte mais radicais de muita intensidade. Se a paciente faz musculação eu peço para diminuir o peso, evitar agachamento, fazer uma caminhada. E também essa não é a hora dela querer fazer tipos de exercícios, atividades, que não fazia antes. No caso da Kamila, que pegasse mais leve no surf, mares menores, que depois a rotina ia voltando, mas sempre mantendo umas certas limitações”.

“Eu sempre falo que o esporte é muito importante, principalmente os que a paciente possa praticar durante a gravidez, assim ela pode evitar alguns tipos de doença que são muito comuns na gestação, evitar um diabete estacional, uma doença hipertensiva, ela pode diminuir essas possibilidades com exercícios com uma boa alimentação. Muitas vezes eu solicito uma nutricionista... as minhas gestantes nunca ficam paradas, sedentárias”, disse a médica.

O Yoga contribuiu muito com o auto-conhecimento, de olhar para si, conhecer seu corpo, ajudou muito a ela permanecer no surf após o 3º mês com todos os exames dando tudo certo. “Dra., eu posso voltar a surfar?”. Essa foi a primeira pergunta que Kamila fez. A Dra. Monica deixou claro: o surf é um esporte radical, mas que com cautela ela poderia surfar tranquilamente.

O contato com outras amigas que surfaram grávidas até os 7 meses a inspiraram e lhe deram confiança, conversou muito sobre como levantar na prancha, coisas assim.

No dia das fotos uma moça chegou e ficou encantada ao vê-la saindo da água acariciando a barriga. Ela a abraçou e Kamila ficou super feliz de lhe ter proporcionado isso.

Mas Kamila teria que evitar os mares mais brabos, como o Chicama épico que ela e o marido Andrei pegaram: “2 metrões,1 minuto e meio na onda”. Nessa trip depois eles foram para El Faro, Pacasmayo, que estava mais power. Foi em Pacasmayo que ela surfou a onda da vida! Mas agora ela vai para o cantinho, com cuidado para a prancha não bater na barriga. “Quando tem alguém por perto eu falo: ‘Eu e o meu baby estamos indo. Vamos lá filhão! As pessoas olham e sempre deixam!”, relata Kamila.

E eu perguntei: E o garotão, já pega onda?

“Às vezes ele me dá um cutucãozinho, o que é muito legal, uma energia que eu sinto, um momento tão sagrado que é o surf com um ser que está vindo, é uma dádiva de Deus em ação!”.

“Kauai já está começando a crescer muito e a barriga já atrapalha o equilíbrio, então é aconselhável dar um tempo. A partir da 32ª semana já é bom ficar de olho para não entrar em trabalho de parto prematuro. Ela vai continuar suas atividades de Yoga e exercícios mais leves de uma forma geral, como recomendamos para as gestantes, sempre lembrando que cada caso é um caso, tem gestantes que respondem diferente a essas modificações no corpo”, comentou a médica Monica.



Kombi Surf e os Seus Sonhos

Kamila hoje vive tocando o negócio dela “Kombi Surf e os Seus Sonhos” na área de Vargem Grande, Rio de Janeiro.

Ela vende produtos como os biquínis da Sicrupt que também lhe dá um apoio, pranchas de surf, brownies, e sempre para em eventos e tudo vem acontecendo. Ela vai oferecer serviços também como aula de Yoga, Terapia de Reik, aula de surf, fechando parcerias para levar o pessoal para surfar, transmitir amor e flores para comunidades.

Para encerrar ela diz: “É isso que mulher significa, é força, é garra, determinação, botar uma coisa na sua frente e se dedicar ao máximo e aqui está o meu sonho sendo realizado! E se segure que o Kauai está chegando!”, finaliza ela.

Por Fedoca Lima

Fedoca Lima tem o apoio do Luisfer Surf Camp e Kamila Maia da Sicrput.







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