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Branqueamento dos corais, um problema mundial

Autor: Administrador
Data da publicação: 18/11/2016 - 00:04h
Adriana Amaral esteve na Indonésia monitorando os corais. Foto: divulgação.

O Branqueamento dos corais tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, colônias inteiras de diversas espécies têm sido dizimadas por este problema que consiste na perda das algas fotossintetizadoras Zooxanthellae, que estão presentes nos tecidos dos corais, que são extremamente sensíveis a variações de temperatura, qualquer interferência que modifique o ambiente marinho na qual elas estejam adaptadas.

Elas vivem em simbiose com o coral, habitando o interior do seu pólipo, realizando a fotossíntese, e fornecendo açúcares, oxigênio, aminoácidos, gerando a saúde do coral.  O coral fornece abrigo e proteção para as mesmas, uma relação harmônica, onde ambas as espécies se beneficiam.

Quando ocorre alguma variação no ambiente marinho, aumento de temperatura, descarga de nutrientes, através do despejo de esgotos, qualquer impacto, essas algas Zooxantelas saem dos corais, e em consequência eles deixam de se alimentar e receber oxigênio e entram em um processo de branqueamento, que é dividida em duas categorias: RTN (necrose do tecido de forma rápida) e STN (necrose do tecido de forma lenta).

Quando isso acontece, ocorre o desequilíbrio na fauna e flora nativa e perda da Biodversidade marinha, e grandes áreas viram um cemitério de carbonato de cálcio, sem vida. O que afeta direta e indiretamente, animais e comunidades inteiras, inclusive pessoas que vivem da pesca.

Foto: divulgação.

Foto: divulgação.



Não podemos ignorar essa situação, porque os recifes de coral, constituem o mais diverso, complexo e mais produtivo dos ecossistemas marinhos e costeiros, fornecem abrigo e alimento a diversas espécies de animais. Os corais são animais marinhos, que se reproduzem de forma assexuada por brotamento ou fragmentação e de forma sexuada por fecundação dos gametas.

Estive monitorando os corais na Indonésia, principalmente na região de Mentawai. Um terço dos corais de todo mundo se concentram na região, que é conhecida como coração do triângulo dos corais. Após mergulhar me deparei com um cenário assustador e alarmante, mergulhei em um cemitério, onde não havia uma vida marinha.

Os corais que ainda estavam vivos estavam com RTN, tecido necrosado de forma rápida, morte em poucos dias. Pude mergulhar em outras partes da Indonésia para fazer a comparação. Colônias do coral Mussimilia Harti e Millepora Alcicornis tinham desaparecido da região e com elas toda a vida marinha em volta. Foi verificado o aumento da temperatura nas águas, naquele ano, segundo organização NOAA. Fora as ações antrópicas, pesca com dinamite, poluição e pesca com cianeto.

Foto: divulgação.

Foto: divulgação.



Foi elaborado o plano de manejo marinho para a região de Mentawai e medidas mitigadoras foram tomadas, como a proibição de pesca com bomba e cianeto, e foram instaladas centros de fiscalização e monitoramentos. Além do trabalho de educação ambiental que foi feito com crianças nativas de escolas e ilhas.

A degradação e morte dos corais já ocorre em escala mundial. Recentemente sobrevoaram a Grande Barreira de corais na Austrália, e o Branqueamento já atingiu 95% da seção norte da Grande Barreira de Corais, o maior recife do mundo, que se estende a 2.300 quilômetros do Nordeste da Austrália. Várias são as causas, aquecimento das águas do mar, aumento da acidez nas águas, maior presença de dióxido de carbono na atmosfera.

Todas as ações tomadas pelos homens geram consequências na natureza, a poluição tem sido o pior dos problemas, tanto na atmosfera, como o lixo despejado nos mares.

Por Adriana Amaral





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