Prainha - Parque Natural Municipal promove evento multidisciplinar

Exposição “Com Texto Residuais” do artista plástico Gutto Barros começa no próximo dia 17


Dando continuidade ao calendário de exposições e eventos de 2018, o Parque Natural Municipal da Prainha, juntamente com o Centro de Educação Ambiental da SECOMSERMA, inauguram no dia 17 de março o evento multidisciplinar, que terá como uma de suas atrações, a exposição denominada: “Com Texto Residuais” do artista plástico Gutto Barros, além de atividades holísticas ministradas pelo Projeto Plante 1 Semente e palestras com temas ambientais.

A exposição começa dia 17 deste mês. Foto: divulgação.

A exposição começa dia 17 deste mês. Foto: divulgação.



O objetivo é fortalecer a consciência ambiental da população, sobre a importância de sua participação na dissolução de impactos ambientais que ameaçam a qualidade de vida na região, interagindo a sociedade civil e o poder público.

Atualmente, uma das maiores preocupações dos frequentadores da Prainha é a ameaça de poluição da água do mar e areia da praia, devido a poluição trazida pelo Canal de Sernambetiba, também conhecido como Canal do Rio Morto, quando ocorrem correntes e ventos do quadrante leste e se agravam nos dias de chuvas torrenciais.

O tema foi discutido e aprovado pelo Conselho Consultivo do Parque, entre eles a ASAP (Associação de Surfistas e Amigos da Prainha) e a Amor (Associação de Moradores do Recreio) e irá propor uma solução ecológica e bastante viável, que será apresentado aos órgãos ambientais responsáveis pela despoluição do Canal de Sernambetiba.

A ideia proposta é de implantar barreiras de gigogas ao longo do Canal, que agiriam como filtro, um vez que essas plantas se alimentam e se proliferam em razão do esgoto clandestino que vem sendo lançado no local. As gigogas têm sido apontadas como a principal causa da proliferação de mosquitos na área, uma vez que consomem em demasia o oxigênio das águas, causando desequilíbrio na cadeia alimentar do ecossistema, resultando uma superpopulação de mosquitos, mas que se manejadas de forma controlada podem agir como aliadas ao combate da poluição da água pelo menos até que seja definitivamente extinto o lançamento de esgoto que ocorre ao longo do canal.

A data e o tema escolhidos visam também prestigiar o evento internacional “Fórum Mundial da Água” (Brasília - 18 a 23 de março de 2018), que é o maior evento global sobre o tema água e é organizado pelo Conselho Mundial da Água, uma organização internacional que reúne interessados no assunto e tem como missão “promover a conscientização, construir compromissos políticos e provocar ações em temas críticos relacionados à água para facilitar a sua conservação, proteção, desenvolvimento, planejamento, gestão e uso eficiente, em todas as dimensões, com base na sustentabilidade ambiental, para o benefício de toda a vida na terra".

Organização internacional fundada em 1996, com sede permanente na cidade de Marselha, na França, o Conselho Mundial da Água é uma organização internacional que reúne cerca de 400 instituições relacionadas à temática de recursos hídricos em aproximadamente 70 países. O Conselho é composto de representantes de governos, da academia, sociedade civil, de empresas e organizações não governamentais, formando um significativo espectro de instituições relacionadas com o tema água.
O Fórum Mundial da Água contribui para o diálogo do processo decisório sobre o tema em nível global, visando o uso racional e sustentável deste recurso. Por sua abrangência política, técnica e institucional, o Fórum tem como uma de suas características principais a participação aberta e democrática de um amplo conjunto de atores de diferentes setores, traduzindo-se em um evento de grande relevância na agenda internacional.

O Fórum é organizado a cada três anos pelo Conselho Mundial da Água juntamente com o país e a cidade anfitriã. Ao todo, já ocorreram sete edições do evento em sete países de quatro continentes: África, América, Ásia e Europa.

Em 2014, a candidatura do Brasil foi selecionada, e Brasília foi escolhida como cidade-sede do evento. Desse modo, o Brasil recebe, em 2018, a 8ª edição do Fórum. Esta é a primeira vez que o evento ocorre no Hemisfério Sul.

Cronograma de atividades:

- 09:30 h -  Café da manhã

- 10:00 h - Abertura – Abílio Fernandes – Gestor do PNM Prainha

- 10:15 h - Apresentação do Artista Plástico Gutto Barros

- 10:30 - Atividade Meditação – Plante 1 Semente - Claudia Braune

- 11:00 - Apresentação sobre a Barreira Ecológica de Gigocas – Juliana de Oliveira, Abílio Fernandes e Rodrigo.

- 11:20 - Palestra – O que a água que você bebe, tem s ver com a conservação dos golfinhos – Mariana Alonso e Leonardo Flach

- 11:40 - Palestra - Emplacando o Amanhã - Gutto Barros

- 12:00 – Palestra - Impacto do lixo nos oceanos – Rodrigo Coelho

- 12:20 - Encerramento.

Sobre o Artista Plástico Gutto Barros

Gutto Barros é um carioca, poeta, da região do maciço da Pedra Branca, a maior floresta urbana do mundo. Vivendo em sua casa, no pé da serra a 10 km do mar (praia do Pontal e Prainha), surfista, filho de um militar erudito, apreciador de música clássica e neto de dono de serraria, cresceu sentindo o aroma do pinho, do Ipê, da canela e de outras madeiras. Utiliza em seu processo construtivo sua bagagem nos estudos em engenharia química, biologia, fabricação de pranchas de surf e fotografia.

Hoje aos 64 anos, o Artista Plástico Gutto Barros reúne sucessos como as suas luminárias de jerivá (tipo de palmeira) e de bambu, suas instalações em passeios públicos da região e suas esculturas com materiais reutilizados como os canos de PVC, que ganham formas e cores encantadoras.  Nos ambientes externos resistem bem às variações climáticas.

Este carioca da “roça chic”ou Sertão Carioca, como foi denominada a região por Magalhães Correa em seu livro, nos anos 30 – 1930, se considera um artista em construção. Apaixonado por bioconstrução, suas casas tomam vida orgânica e parecem abrigar com muito amor vários corações.

Gutto acredita, que no processo criativo a construção se organiza a partir de uma desordem e vai encontrando sua ordenação no espaço social - não ao contrário como no academicismo. O quanto o entorno pode preencher o interno de suas obras é a linha de conceito maior, que orienta um vasto laboratório de materiais, ações e afetos para poder de fato integrar o indivíduo, a obra, o ambiente e as pessoas em uma unidade estética, mas também funcional.

Ambientalista atuante, idealizou projetos de educação ambiental através da arte e nesta exposição, a se realizar na semana, que comemora o dia interacional da água, sua motivação é uma fluidez maior, saindo do âmbito individual da exposição para um evento com oficinas e ações, que possam confluir naturalmente formando uma espécie de reservatório de ideias planejadas, em benefício do meio ambiente. “Somos todos Água”.

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