Colunista Gustavo Franck: Calculadora na mão

COLUNISTA


Com a abertura dos serviços na antepenúltima etapa do ano no CT, as apostas em quem serão os campeões mundiais de 2019 fervem mundo afora. Cálculos, análises, retrospectos compõem o caldeirão onde também não faltam generosas doses de chutometria e até mesmo pitadas de segunda intenções. E é claro que não dava pra ficar de fora dessa. Nas cabeças estão respectivamente Gabriel Medina e Carissa Moore. Serão mesmo? Para facilitar as conjecturas, vamos considerar apenas os dois melhores colocados no masculino e feminino.

Carissa Moore -  WSL

Gabriel lidera o ranking dos barbados com ralos 295 pontos a mais do que Filipe Toledo (44.695 x 44.400). Apertado, né? Nem tanto. Se considerarmos os somatórios finais das últimas três temporadas, se Gabriel fizer dois quintos e um terceiro, garante o caneco. Esse desempenho está bem abaixo do seu retrospecto no combo perna europeia + Hawaii, quando vem de dois terceiros e uma vitória (em 2018) e dois primeiros e um quinto (em 2017). Já para Filipe essa análise é madrasta, uma vez que seus resultados na parte final do tour costumam ser pífios, muito abaixo da sua média no restante da temporada. Tem três décimo terceiros no ano passado e três vigésimo quinto no anterior.

Miguel Pupo - Foto: WSL

Aqui, dá pra dizer que se o tri de Medina ainda não está garantido, encontra-se muito bem encaminhado. Entre as meninas os números no entanto são um pouco mais capciosos. Apesar de Carissa chegar à França de posse da lycra amarela, se considerarmos os descartes até o momento, a líder da corrida é Courtney Conlogue. Assim como para Medina, Carissa tem a seu favor o retrospecto no sprint final: duas vitórias e um terceiro no ano passado, uma vitória, um vice e um quinto tanto em 2017 quanto em 2016. Lakey não chega a apresentar a mediocridade de Filipe, mas fica abaixo da oponente, com um terceiro, um nono e um décimo terceiro em 2018 e dois terceiros e um décimo terceiro na temporada anterior.

Filipe Toledo - Foto: WSL

 

A favor de Carissa também estão os descartes, já que não troca pontuação ficando de nono pra cima, enquanto Lakey precisa fazer pelo menos quartas em todas as etapas restantes, pra não perder pontos. Se no fim a balança pende para Carissa, é por pouco ainda. E pra não ficar em cima do muro, para esse que vos escreve a lógica deve prevalecer, com Gabriel e Carissa levantando o caneco no Havaí. Ou quem sabe, até mesmo antes disso. Enquanto isso no circuito de acesso, mais conhecido por QS (de “Quero Subir”), o cenário é mais do que auspicioso para os nossos surfistas. Afinal de contas, até o momento todas as quatro etapas de pontuação máxima (10.000) foram vencidas por brasileiros, que ocupam nada menos do que seis das dez vagas para a elite do ano que vem. E de quebra, com os quatro primeiros colocados do ranking. O cenário deve se modificar um pouco na perna havaiana, que conta com dois eventos também 10.000, mas já é possível prever que Jadson e Yago (que ainda tem chances de se manter pelo CT) continuarão entre os melhores, e que Alex Ribeiro e Miguel Pupo também devem voltar pra lá.

Courtiney Colongue - Foto: WSL

E os gringos ó... São dois anos que Tom Petty resolveu mudar-se pro andar de cima, deixando um vazio nos ouvidos e corações de quem é fã do seu som simples e ao mesmo tempo cativante.Apesar de ter nascido na Flórida, poucos nomes traduziram tão bem a atmosfera californiana em música como ele, que chegou a Los Angeles ainda garoto e entrou no mercado fonográfico pelas mãos de ninguém menos do que Leon Russell. A carreira decolou no final dos anos 1970, quando o som que bebia na fonte do rock tradicional, mas não renegava os elementos da então vigente sonoridade punk, começou a cair no gosto da galera nos EUA e Inglaterra, de onde pra variar o sucesso veio antes.



Tom Petty 

Nas décadas seguintes Tom Petty lançou uma saraivada de hits (Free fallin’, I won’t back down, Wildflowers, Learning to fly, Into the great wide etc.) e também participou do projeto The Traveling Wilburys, ao lado de nomes do peso de George Harrison e Bob Dylan. Aliás, o seu lugar entre os grandes cantores de voz anasalada certamente está guardado, na companhia do próprio Dylan e do também gênio Neil Young. Learning to

Fly: https://youtu.be/s5BJXwNeKsQ End of the line: https://youtu.be/UMVjToYOjbM

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