Colunista Gustavo Franck: Ensaio geral

Ensaio geral Enquanto aguardamos as ondas voltarem a dar as caras em J-Bay (ao que parece, por lá a pressa da WSL é diferente da daqui),


 

Chloé Calmon é uma das esperanças brazucas no Pan - Foto: Divulgação

Ensaio geral Enquanto aguardamos as ondas voltarem a dar as caras em J-Bay (ao que parece, por lá a pressa da WSL é diferente da daqui), um outro assunto merece ganhar mais atenção por parte da comunidade do surf: no dia 26 de julho começam os jogos panamericanos, que nessa edição terão Lima como sede. E se tem evento poliesportivo no Perú, por que não incluir o surf? Dito e feito, e o esporte dos reis faz parte do programa. Diante das fartas opções, o local das disputas foi bem escolhido: as baterias acontecerão em Punta Rocas (olha a direita aí de novo!), um dos picos mais constantes de toda a região. As longas e divertidas ondas serão um prato cheio, principalmente para o longboard e o SUP. É que ao contrário de Tóquio no ano que vem, nos jogos continentais, não são só as pranchinhas que têm vez. Serão quatro categorias ao todo (as três nas ondas, mais o SUP race), no masculino e feminino, conformando um total de 88 competidores.

Nicole Pacelli -  Foto:  Nicole Pacelli

Para essas categorias, a promessa é de disputas em alto nível, com a presença de atletas de ponta. Os anfitriões estarão com força máxima nos pranchões, representados pelo bicampeão mundial Picollo Clemente e por Maria Fernanda Reyes, que também costuma se destacar mundo afora. Mas ela terá um osso duro pela frente, já que vamos também com a nossa principal longboader: Chloé Calmon é a estrela maior da comitiva brazuca na modalidade e chegará a Lima com o status de favorita a medalha de ouro. Afinal de contas, tem estado entre as melhores longboarders do mundo nos últimos anos e atualmente lidera o ranking mais importante que há, o da WSL.

Karol Ribeiro - Foto: divulgação

E provando que a mulherada é quem está com tudo, a outra barbada brazuca fica por conta de Nicole Pacelli, no SUP. Ah, e se Punta Rocas resolver quebrar acima dos oito pés (algo relativamente usual ara essa época do ano), ela vai gostar mais ainda! Se o cenário é auspicioso para pranchões e SUPs, infelizmente as shortboards não terão tanto brilho assim. Os principais protagonistas e mesmo os coadjuvantes imediatos passarão longe de Lima. Mais uma vez quem levará seus melhores atletas é o Perú, com Alonso Correa e Lucca Messinas, atualmente os principais representantes do país no QS. Outros nomes de maior relevância ficam por conta do argentino Santiago Muniz e da estadunidense Summer Macedo. Já o Brasil seguirá com a dupla de goofy footers Robson Santos e Karol Ribeiro como representantes. Fico imaginando o que o Filipinho não faria naquelas ondas...

Robson Santos no Chile - Foto: divulgação

Outro evento que merece a atenção de todos é o Puerto Escondido Cup, que rolou nessa segunda-feira. O espetáculo de ondas grandes e cavernosas contou com os grandes nomes da modalidade, como o atual campeão mundial Billy Kemper e estrelas do quilate de Kay Lenny, Nathan Florence e Lucas Chianca, vencedor em 2018.

No último sábado foi comemorado o dia mundial do rock. Momento para se conectar com os grandes sons e nomes da trajetória do gênero musical que sintetiza o que é música jovem. E para celebrar a importante data, trago um disco que tem rock até no nome: “Rock & Roll Music to the World” é uma daquelas pérolas que se ouve sem respirar, da primeira a derradeira faixa. O Oitavo trabalho do Ten Years After (que havia deixado o mundo embasbacado com sua participação no Woodstock), foi lançado em 1972, logo após “A Space in Time” considerado pela crítica e público como a obra prima do quarteto inglês de Nottingham.

                       

“Rock & Roll Music to the World”

O Ten Years After foi mais uma das bandas egressas do movimento que ficou conhecido como British Invasion e que apresentou a cena jovem inglesa ao resto do mundo, sob a batuta dos Beatles e dos Rolling Stones. Voltando a Alvin Lee e sua turma, nesse disco a banda produz o seu supra sumo em termos de blues e rock and roll, sem abandonar a lisergia dos álbuns iniciais. E apesar de “A Space in Time” carregar o grande hit dos caras (I’d love to change the world), é em “Rock & Roll Music to the World” que o Ten Years After mostra uma qualidade criativa que o leva a ser considerada como uma das grandes bandas da época, fora o fato de Alvin Lee tocar um bocado de guitarra.

Ten Years After (Woodstock Festival) https://youtu.be/bW5M5xljdCI

Rock & Roll Music to the World https://youtu.be/Hv0eziQZpUc

 

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