CT Margaret River 2018 - Medina e Toledo começam com vitória

Dia teve apenas sete baterias masculinas


Começou nesta sexta-feira o CT de Margaret River. Após um início de dia com forte vento maral, a WSL apostou e fez diversas chamadas, até que no início da tarde colocou os atletas nas direitas perfeitas de North Point que rolavam com até 2m de altura. Gabriel Medina e Filipe Toledo foram dois dos seis brasileiros que competiram neste primeiro dia da prova e que venceram. Os outros quatro vão disputar a repescagem e restam estrear cinco surfistas do time de bandeira verde e amarela.

North Point nesta sexta-feira. Foto: WSL / Cestari.

North Point nesta sexta-feira. Foto: WSL / Cestari.



Gabriel Medina foi o primeira brasileiro a vencer na etapa. O campeão mundial de 2014 surfou um tubaço quando restavam 12 minutos para o fim, conquistou 7,33 pontos e venceu, mesmo com uma segunda nota baixa (2,83). O australiano convidado para a etapa Kael Walsh tentou uma reação no fim e andou bem por dentro, mas como não ficou tão profundo recebeu 6,83 quando precisava de 8,03 para vencer. Em último ficou o francês Joan Duru que não se encontrou na disputa.

O outro atleta tupiniquim que estreou com vitória foi Filipe Toledo. Numa bateria fraca de ondas, que praticamente só teve ação na segunda metade, Filipinho numa onda passou rápido por dentro e muito perto do fim manobrou pra virar o resultado com 2,97 pontos. Pior para o norte-americano Conner Coffin que passou pra segundo. O sul-africano Michael February terminou em último.

Ian Gouveia mostrou o quão bom é nos tubos, seja de frontside ou de backside, como foi o caso nesta sexta-feira nas direitas de North Point. O surfista andou com segurança nos tubos e abriu boa vantagem no placar, mas o sul-africano Jordy Smith reagiu no último terço da bateria e venceu. Primeiro surfou o melhor barrel do confronto quando restavam 8 minutos para o fim da disputa, que valeu 7,67 pontos. O sul-africano passou a precisar de 3 pontos e perto do fim surfou outro tubo, não muito longo, recebeu 4,50 e ganhou a vaga na terceira fase. Tomas Hermes também competiu nesse confronto, mas não fez uma boa escolha de ondas e não conseguiu completar nenhum canudo.

Ian Gouveia. Foto: WSL / Cestari.

Ian Gouveia. Foto: WSL / Cestari.



Na bateria seguinte os surfistas de base goofy não conseguiram surfar nenhum barrel e o australiano de base regular que herdeu a vaga do lesionado Caio Ibelli, Jack Robinson, fez a festa. Com dois tubos, um deles grande e de lip grosso que valeu a maior nota do dia - 8,27 pontos - conquistou a vitória. Miguel Pupo, em último, e Owen Wright, em segundo, vão ter que encarar a repescagem.

O também goofy Jesse Mendes perdeu, mas deu uma dura no atual líder do ranking, ao lado de Italo Ferreira, o australiano Julian Wilson. Julian passou por dentro, sem ficar ‘deep’ e conseguiu 7,00 pontos. Mais pro fim, com Jessé no seu cangote, o australiano ficou na porta do tubo algumas vezes na onda e ampliou a distância com 3,23.

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O brasileiro começou a disputa dropando uma bomba com segurança e da mesma forma botou pra dentro, mas a onda fechou. Depois mostrou novamente sua habilidade em surfar de backside e completou a direita, recebendo 6,00 pontos. Perto do fim, quando precisava de 4,57, achou uma onda e não ficou tão lá dentro, por isso recebeu 4,00 como nota e foi para a repescagem, assim como o outro convidado para a etapa, o australiano David Delroy-Carr que terminou em último.

Destaque do dia

John John Florence foi o melhor do dia. Apesar de não ter conquistado a maior nota da sexta-feira, o havaiano foi o mais regular, teve um aproveitamento e uma escolha de onda excelentes, foi o dono da maior média (14,60) e garantiu vaga no round 3. Seus adversários, de base regular como ele, não surfaram mal, mas seus tubos não foram tão difíceis quanto os de John John.

Próxima chamada

A próxima chamada para o CT de Margaret River acontece nesta sexta-feira brasileira, às 20h no horário de Brasília.

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