Leo Caetano - Missão Posto 9



"Destaque para o Vitinho que surfou uma bela quantidade de

expressos típicos do Posto 9". Foto: Ivan Serpa.

Confira mais um texto do novo colunista do Ricosurf, Leo Caetano, que é administrador com MBA em Gestão pela UFRJ, surfista, fotógrafo amador de surf (@p11pics) e executivo da área de entretenimento. Foi diretor de cerimoniais Rio 2016 e autor da ideia original do filme Surfar é Coisa de Rico.

Robert Cappa disse certa vez que se uma foto não está suficientemente boa, é porque você não está suficientemente perto. Podemos facilmente parafrasear para o contexto de uma session de surf. Se não funcionou, é porque você não tentou o suficiente.

Nosso esporte não é praticado em uma quadra, em condições perfeitas de piso e iluminação. Tudo nele se move, tudo nele te desafia. Fundo, vento, ondas, pranchas e surfistas em constante movimento, e você buscando aquele momento mágico onde tudo isso se alinha. Por isso mesmo, perseverança pode não ser tudo, mas é indispensável.

A saga do Posto 9 começou num papo com o Ivan do @altasproducoes, via whatsapp, após um dia de altas ondas no Canto do Recreio, devidamente repercutido pelas mais diversas mídias sociais. Ou seja, sabíamos de antemão que o dia seguinte seria de crowd intenso e selvagem por lá. Assim, no intuito de darmos um drible no crowd, combinamos de fazer uma session no Posto 9 do Recreio, que com maior tamanho e sem tantos clics no dia anterior, era a promessa de menos gente e muito mais ondas.

O pequeno grupo de assalto, no melhor estilo BOPE, era formado por dois fotógrafos (@p11pics e @ivan.altas) e dois surfistas. Os atletas Sanny (@sanny_oliveira77) e Vitinho (@ferreiravitinho), que posteriormente teve a adesão do freesurfer Gaúcho radicado no Rio Eduardo (@dudubergquist). Um coeso e aguerrido grupo de 5 pessoas com fome de ondas. Ou seja, tudo certo para um dia de altas ondas e muitos clics - numa session que tinha tudo para ser mamão com açúcar- certo? Errado.

Logo na chegada ao pico, apesar da aposta ter se mostrado acertada em relação ao crowd, tamanho e qualidade das ondas, os revezes começaram a surgir. Sanny chegou primeiro no outside com zero surfistas, seguido pelos fotógrafos que tiveram que varar a arrebentação em meio a uma intensa correnteza.

Para piorar, logo no primeiro clic o fotógrafo aquático Ivan descobriu que sua câmera estava desconfigurada. Isso pode Arnaldo? O jeito foi remar para fora, secar a caixa, reconfigurar, fechar e varar tudo novamente. Enquanto isso, eu testava minha condição atlética tentando me manter posicionado para fotografar as primeiras ondas surfadas. Impossível para mim. Derrotado, saí humildemente nadando quase no posto 10, logo após o retorno do Ivan ao outside.


Foto: @ivan.altas.

Enquanto o trio pegava altas ondas, retornei correndo ao posto onze, para deixar a caixa em casa e pegar a teleobjetiva. Tudo isso de olho no vento. Caso o vento entrasse seria o fim da session para mim. Cheguei antes do vento, e antes ainda do Vitinho quebrar sua prancha. Mais um revés, esse nem tão inesperado diante das condições.

Fizemos altas imagens da galera, com destaque para o Vitinho que surfou uma bela quantidade de expressos típicos do Posto 9. Foi show de surf de todos os atletas, e mais uma aula de posicionamento do Ivan, que ao melhor estilo Cappa cravou uma foto na qual seria impossível estar mais perto. A verdade é que sem insistir muito, toda session de surf pode acabar antes mesmo de começar.


@sanny_oliveira77. Foto: @p11pics.


@dudubergquist. Foto: @p11pics.

 


@ferreiravitinho. Foto: @p11pics.


@sanny_oliveira77. Foto: @p11pics.

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