Pipe Masters - Medina e John John avançam no round 3 e disputa segue em aberto

Num dia cheio, tenso e com decisões polêmicas, Medina e John John seguem vivos na disputa pelo título mundial. Julian WIlson e Jordy Smith dão adeus à disputa.


O dia começou logo com a decisiva bateria entre Gabriel Medina e Dusty Payne, válida pelo round 2 do evento. As ondas quebravam com cerca de 1,5 metro e alguns bons tubos rolaram. Com o vento parado, o mar estava liso e as ações foram garantidas, apesar da pouca consistência das ondas.


Contra tudo e contra todos. Foto: WSL / Tony Heff.

Medina avança

O mar foi alinhando ainda mais ao longo da manhã e o tubos começaram a aparecer. Medina abriu as ações num belo tubo para Backdoor, numa série intermediária e que lhe rendeu 6.33 pontos. Logo depois veio em uma do inside, para Pipe, completou o tubo e fez um outro 6.33.

Dusty reagiu indo para backdoor e, numa onda maior, fez um tubo bem profundo e conseguiu a melhor nota da bateria até o momento; um 7.17. E isso tudo ainda restando 30 minutos para o fim.

Da areia, as câmeras capturavam o olhar atento e visivelmente tenso de Charles, logo após a onda de Dusty.

Quase 15 minutos se passaram sem que nenhuma boa aparecesse. Eis que então surge uma bela direita da série e Medina dropa atrasando, mirando o olho do furacão e completa um tubo oco, longo e profundo para conquistar 9.00 pontos e abrir vantagem no duelo. Dusty ficava então precisando de um 8.17 faltando pouco mais de 10 minutos.


Medina de olho no furacão na onda nota 9. Foto: WSL / Tony Heff.


Mas não houve nada que ele pudesse fazer para impedir Gabriel Medina de vencer a bateria, avançar para o round 3 e seguir vivo a briga pelo título mundial.

As baterias começaram a rolar simultaneamente, em um esquema já conhecido em Pipe.

Ethan Ewing virou no fim e venceu a disputa contra Owen Wrigth e Julian Wilson também se manteve vivo na disputa pelo título mundial ao vencer o local Benji Brand, que veio das triagens.

Na 5ª bateria, um duelo brasileiro e que infelizmente iria eliminar um dos nossos.
Adriano de Souza acabou levando a melhor em cima de Jadson André, que agora está eliminado do CT.

 


Jadson André mostra toda a sua garra, mas acaba eliminado do World Tour. Foto: WSL / Tony Heff.

Logo após, Kolohe Andino fez o maior somatório até então, um 17.10, e venceu um difícil duelo contra o australiano Jack Freestone, que fez a melhor nota do round 2, um 9.53, mas que não lhe foi suficiente.

Simultâneamente, outro duelo brasileiro. Ian Gouveia mostrou mais sintonia e se manteve mais em atividade para vencer e eliminar Filipe Toledo do evento, com um placar de 13.40 contra 11.30 de Filipinho.

Aí foi a vez de Leonardo Fioravanti eliminar Sebastian Zietz em uma bateria também intensa.

Outra baixa brasileira

Mais um brasileiro deu adeus ao CT 2018. Depois de Jadson, Wiggolly Dantas, um dos, reconhecidamente, mais talentosos surfistas brasileiro e um dos melhores em Pipe, foi eliminado por Joel Parkinson no round 2 e deu adeus ao Dream Tour. Guigui perdeu precisando apenas de 2.61 faltando mais de 10 minutos para o fim - o brasileiro optou por escolher uma boa, mas o mar não cooperou e nada de significativo apareceu no line up. O brasileiro parecia não acreditar no fim e foi consolado por seu amigo Joel Parkinson enquanto olhava, da beira do mar, incrédulo para o oceano que havia dado um tempo nas ondas.


Wiggolly Dantas, outra baixa de peso para o time brasileiro. Foto: WSL / Tony Heff.

Fechando a repescagem do round 2, Mick Fanning venceu um apertadíssimo duelo contra Bede Durbidge, que encerra seu último ano no Tour.

Logo em seguida, Kanoa Igarashi mostrou autoridade na vitória sobre o português Frederico Morais (Michael Rodrigues agradece!) e Michel Bourez surfou muito bem e venceu o confronto contra o francês Joan Duru.

O tão aguardado round 3

Na abertura do terceiro e eliminatório round 3, Julian Wilson fez a melhor nota do dia, um 9.93, num tubo seco e largo para backdoor e continuou sua saga na corrida pelo título mundial, apesar do feito ser muito difícil. Ele venceu o dielo contra o havaiano Ezekiel Lau, num momento em que o mar parecia melhorar.


Julian Wilson na melhor onda do evento até o momento. Foto: WSL / Tony Heff.

Na sequência, Mick Fanning encarou Conner Coffin. O australiano começou bem, parecia controlar as ações, mas com um belo tubo pra direita, Conner tirou um 8.83 e eliminou Fanning, que talvez encerra sua carreira.

Aí foi a vez dos brasileiros entrarem em ação. Começou com Ian gouveia surfando contra Matt Wilkinson. Bateria decisiva para Ian, que precisava vencer para continuar na elite do surfe mundial.

A bateria foi de poucas ondas e Ian conseguiu a virada faltando poucos minutos para o final e segue vivo para se manter no dream tour.

Miguel Pupo veio na outra bateria, em disputa contra o veterano Joel Parkinson.A bateria foi morna, com Parko liderando até o fim. Faltando pouco mais de um minuto, Pupo conseguiu a virada momentânea, mas parko veio logo na de trás e reconquistou a liderança, eliminando o brasileiro do evento.

Com o resultado, Pupo

Caio Ibelli e Michel Bourez duelavam na 5ª bateria do round 3, também em uma bateria morna de ondas. Precisando de apenas 1.57, Caio, faltando apenas 1 minuto, conseguiu pegar a onda da virada e segue vivo na etapa.

Momento decisivo


Icônico palco havaiano. Foto: WSL.

Na sexta bateria do round 3, John John Florence, o atual líder do circuito, afastou a pressão logo de cara e parecia controlar a bateria contra o estreante Ethan Ewing do início ao fim. Mas Ethan, que parecia meio fora de sintonia, e precisava de apenas 6.24, quase conseguiu a virada com uma onda avaliada em 6.20.

A segunda melhor nota de John John era um 4.00 que ele, logo após a onda de Ethan, aumentou um pouco com um 4.70. Faltando 1 minuto para o fim, Ethan, agora precisando de um 4.70, pegou uma direita intermediária, fez um curto tubo, mas finalizou com muita potência - para a grande maioria, os juízes achataram as notas de Ethan, que merecia a vitória.


John John avançou com muita polêmica para o round 4. Foto: WSL / Tony Heff.

 

A tensão tomou conta da praia e parecia que Ethan iria conseguir a virada. Mas, para sorte e até mesmo surpresa do havaiano e azar de Medina, a nota de Ethan foi um 4.60, e ele por muito pouco não conseguiu a vitória. Decisão polêmica da arbitragem que irá render muito nas rodas de discussão dos torcedores brasileiros.

Com a vitória de John John, Julian Wilson deu adeus à briga pelo título mundial.

Quando a bateria de Medina entrou na água, contra o australiano e experiente Josh Kerr, o mar muodu bastante. O vento virou e os tubos meio que sumiram. com apenas uma onda boa surfada para cada atleta, um 6.57 de Medina e um 6.00 de Josh, Medina conseguiu a virada nos minutos finais, quando precisava apenas de um 3 baixo. Numa onda de manobras, o brasileiro conseguiu respirar aliviado ao conseguir a virada e vencer a apertada e tensa bateria contra o australiano.


Gabriel Medina avança para o round 4. Foto: WSL / Tony Heff.

Na sequência tivemos a vitória de Ítalo Ferreira, que abusou da radicalidade nas manobras e também nos wipeouts, para vencer a bateria contra o norte-americano Kolohe Andino.

Na décima bateria do round 3, Mineiro não teve muitas oportunidades para vencer o duelo contra o italiano Leonardo Fioravanti e é outro brasileiro a dar adeus ao Pipe Masters.

Na bateria 11 do round 3, Kanoa Igarasahi teve pela frente o australiano Connor O'Leary. Para a grande feicidade de Michael Rodrigues, que praticamente garante sua vaga no CT do ano que vem, Igarashi venceu o duelo e consegue a sua classificação também pelo ranking do CT (o que abre mais uma vaga pelo QS e consequentemente entra Michael Rodrigues).

Na última bateria do dia, Jordy Smith teve pela frente o 11x campeão mundial para seguir vivo na disputa pelo título mundial. A bateria foi bem difícil , com as ondas ficando pior a cada instante e o norte-americano eliminou todas as chances de título mundial de Jordy Smith, ao derrotá-lo no round 3.

Com isso, a briga pelo título mundial fica mesmo entre Gabriel Medina e John John Florence.

Uma nova chamada será feita nesta segunda, às 15h30 no horário de Brasília, para um possível último dia de evento.

Próximas baterias e resultados:

QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Ian Gouveia (BRA)

2.a: John John Florence (HAV), Joel Parkinson (AUS), Caio Ibelli (BRA)

3.a: Gabriel Medina (BRA), Jeremy Flores (FRA), Italo Ferreira (BRA)

4.a: Kelly Slater (EUA), Kanoa Igarashi (EUA), Leonardo Fioravanti (ITA)

TERCEIRA FASE – 13.o lugar com 1.750 pontos e US$ 11.500 de prêmio:

1.a: Julian Wilson (AUS) 15.26  8.34 Ezekiel Lau (HAV)

2.a: Conner Coffin (EUA) 14.03 x 12.60 Mick Fanning (AUS)

3.a: Ian Gouveia (BRA) 8.60 x 6.83 Matt Wilkinson (AUS)

4.a: Joel Parkinson (AUS) 8.50 x 5.47 Miguel Pupo (BRA)

5.a: Caio Ibelli (BRA) 10.13 x 6.57 Michel Bourez (TAH)

6.a: John John Florence (HAV) 10.87 x 10.80 Ethan Ewing (AUS)

7.a: Jeremy Flores (FRA) 6.60 x 2.26 Adrian Buchan (AUS)

8.a: Gabriel Medina (BRA) 10.00 x 9.83 Josh Kerr (AUS)

9.a: Italo Ferreira (BRA) 10.26 x 4.17 Kolohe Andino (EUA)

10: Leonardo Fioravanti (ITA) 15.87 x 6.13 Adriano de Souza (BRA)

11: Kanoa Igarashi (EUA) 13.34 x 9.73 Connor O´Leary (AUS)

12: Kelly Slater (EUA) 11.87 x 7.87 Jordy Smith (AFR)

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 500 pontos e US$ 10.000:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 15.33 x 8.50 Dusty Payne (HAV)

2.a: Ethan Ewing (AUS) 11.54 x 10.17 Owen Wright (AUS)

3.a: Julian Wilson (AUS) 8.56 x 6.87 Benji Brand (HAV)

4.a: Matt Wilkinson (AUS) x w.o-Stuart Kennedy (AUS)

5.a: Adriano de Souza (BRA) 11.93 x 8.33 Jadson André (BRA)

6.a: Kolohe Andino (EUA) 17.10 x 14.96 Jack Freestone (AUS)

7.a: Ian Gouveia (BRA) 13.40 x 11.30 Filipe Toledo (BRA)

8.a: Leonardo Fioravanti (ITA) 13.17 x 10.00 Sebastian Zietz (HAV)

9.a: Joel Parkinson (AUS) 6.10 x 5.13 Wiggolly Dantas (BRA)

10: Mick Fanning (AUS) 8.90 x 8.87 Bede Durbidge (AUS)

11: Kanoa Igarashi (EUA) 12.67 x 6.00 Frederico Morais (PRT)

12: Michel Bourez (TAH) 16.40 x 6.54 Joan Duru (FRA)

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