Entrevista exclusiva com Pedro Robalinho, direto do Havaí

SURF


 

Da esquerda pra direita: Kai Lenny (também treinando com Robalo na parte de ondas de competição), Levy Young, Cody Young (irmãos), ImaiKalani deVault, Ian Gentil, Summer Macedo e Robalo -  Foto: arquivo 

Nosso editor, Gerson Filho, conversou com Pedro Robalinho, treinador brasileiro que migrou para a Ilha de Maui, Havaí, em 2016 em busca de novos desafios. Atualmente Robalinho treina ImaiKalani Devault ( 4º colocado no Challeger Series), Ian Gentil ( brasileiro naturalizado havaiano), Cody Young, Philippe Chagas e Summer Macedo, brasileira que corre atrás de uma vaga na elite do CT e reside no Havaí. Em sua história como coach, Robalo já treinou grandes nomes do esporte, entre eles Silvana Lima, Paulo Moura ( ex-top do CT), Jihad Khodr, Claudemir "Bibi" Lima, Gustavo Fernandes ( campeão brasileiro de 2008), Leandro Bastos, Adilton Mariano, Pedro Henrique, Andrea Lopes. Na entrevista Robalo avalia os critérios de julgamento da WSL, fala sobre treinamento em piscinas, preparação física, métodos entre outros assuntos. Vale o drop! 

Eu, Ian Gentil, ImaiKalani e Cody Young -  Selfie.

1 - Gerson Filho: Na sua opinião, por que um treinador é necessário para um atleta de alto nível no surfe?
Robalinho: Em sua própria pergunta você já responde: porque trata-se de alto nível. Qualquer esporte de alto nível precisa de treinadores, de pessoas puxando os limites, observando detalhes, fazendo sugestões, confirmando as hipóteses, traçando estratégias a curto, médio e longo prazo. São inúmeras coisas que podem ser atribuídas a um coach. No caso eu também sou preparador físico; então também consigo cuidar da preparação ministrando sessões de alongamentos e exercícios em geral. Também opino na alimentação,  em que sei que a galera escapa aqui e ali mas eu vou moldando. Tem a questão do shaper, com a centralização das informações que posteriormente passo para o fabricante que consegue analisar e usar a favor dos atletas.

Robalo atuando no CS  de Portugal 

2 - Gerson Filho: Como começou seu trabalho como treinador de surfe?
Robalinho: A minha história com treinamento de surfe começou com o Caio Monteiro no final dos anos 1990. Eu era assistente dele e estudante de Educação Física. Faço sempre questão de mencionar o Caio, pois foi ele quem realmente me fez vislumbrar a possibilidade de trabalhar com o surfe. Quando eu era moleque, tinha o surfe meio reprimido dentro de mim, porque era bem difícil, pois morava na Tijuca, Zona Norte do Rio e minha mãe era solteira, com quatro filhos. Eu me apaixonei pelo mar, primeiro praticando surfe de peito, depois bodyboard e cheguei ao surfe. Comecei ficando em pé em cima de um bodyboard Elton 2020, mas nessa época eu já não era tão moleque, já tinha uns 13 anos. Depois, com 16 anos, fui morar com meu pai em Copacabana e passei a realmente vivenciar o surfe com as primeiras viagens para o Peru onde realmente comecei a aprender a surfar. Entrei na faculdade com 17 anos e comecei a treinar alguns surfistas. Eu trabalhei em uma academia chamada Aptus, em Botafogo, e consegui convencer uma galera do Arpoador a fazer treinamento físico comigo.  Eu já tinha esse pensamento e um dia encontrei o Tales Salgado ( competidor na época) no ônibus e ele me convidou para treina-lo. E a partir daí comecei. Ele começou a obter bons resultados nos campeonatos locais, e a partir daí, alguns nomes já conhecidos na época como Bruno Coutinho, Leo Neves, Leandro Sem Dedo, Fabiano Passos, entre outros fizeram parte da minha equipe.

Cody Young se preparando para entrar em sua bateria na Ericeira, Portugal - Foto: Robalinho

3 - Gerson Filho: Você optou em morar no Havaí com sua família, em um momento em que o surfe brasileiro está em alta. O fato de termos três campeões mundiais mudou a receptividade dos gringos para com seu trabalho?
Robalinho: Com certeza o fato de o Brasil ter se transformado em uma potência do surfe, Medina tricampeão, Ítalo Medalha de Ouro, e a gente dando dura geral ajudou no meu trabalho. Mas não basta ser brasileiro, tem que ser brazuca e mandar bem para ter reconhecimento internacional. O Filipinho ( Filipe Toledo) fez uma visita a gente e o levei para conhecer a "minha" molecada e eles piraram com ele.  E eu falei pra ele: cara, tudo o que vocês estão fazendo no Circuito, tem se refletido diretamente em meu trabalho e em outros profissionais do surfe brasileiro. Em relação a morar no Havaí em um momento bom para o surfe brasileiro...chegou em 2016, eu vi o Brasil indo por água abaixo, principalmente em termos políticos: não concordei com a maneira em que rolou o Impeachment da Dilma...Mas não foi "só" a política. Houve um episódio bem marcante de violência que aconteceu com a mãe de uma aluna nossa do CADES ( Escola de Robalo no Rio). A Ana tinha cinquenta anos e foi brutalmente assassinada em frente à sua academia no Recreio dos Bandeirantes. Esse episódio ocorreu em 2015 e foi muito chocante para mim e minha família. Lembro de eu chegar em casa emocionado, e abraçar minha mulher. Falei pra ela que não queria criar nossas filhas no país. Eu sempre tive muita vontade de retornar ao CT, pois meu último atleta que competiu no Circuito foi o Leo Neves em 2010, ano em que minha primeira filha nasceu. Naquela ocasião tivemos uma decepção em uma bateria do Leo contra o Jeremy Flores, na quartas de final em Imbituba. Nesse momento as finanças não estavam boas e resolvi focar no Cades e nas viagens internacionais, trabalho que segurou a onda da família por bastante tempo. Até que em 2014 eu recebi o convite da equipe peruana de surfe amador. A Federação me ligou e me ofereceu uma proposta muito boa para treinar a sua equipe. Lembro que fiquei amarradão, pois ganhei 7 mil dólares por 1 mês de trabalho e gente fez uma trip de 20 dias e outra de 12. Foi bem bacana pois eles obtiveram o melhor resultado deles até então em um Mundial Amador, e isso me deu bastante moral. Depois disso, nos mudamos para Maui e eu comecei dando aulas em escolinhas, na maior humildade. E aos poucos um ou outro amador começou a me procurar, até porque eu tenho um amigo que já está lá há bastante tempo o Fabinho Maximino, que é professor de capoeira. Ele me deu uma pilha dizendo que meu trabalho seria reconhecido e tals. E comecei esse trabalho com os amadores e a molecada quebrou! Comecei a treinar os moleques e em 2017 um deles, o Cole Alves, foi campeão nacional, teve também o Kai Nelson que ganhou dois títulos nacionais e nesse meio tempo treinei Savana Stone e maior galera da ilha. 

A brasileira Summer Macedo 35ª no ranking do CS - Foto: Robalinho

4 - Gerson Filho: Como começou seu trabalho de treinador com os havaianos?
Robalinho: Em relação ao ImaiKalani Devault,  ele fez vários treinos com o Cody Young e às vezes ele vinha no treino ou surfava na mesma vala em que a gente estava. E um dia eu comecei a filma-lo e em uma oportunidade, ele se interessou em assistir os vídeos e fazer a vídeo-análise e ficou amarradão com as coisas que eu falei pra ele. E desde a primeira vez que eu o vi surfando falei: "Caralho brother!" eu não o conhecia e esse cara. Como eu não conheço esse cara, ele surfa muito!"  O Imai tem um estilo animal, com umas rasgadas muito perfeitas, rápidas e redondas, um chute na rabeta animal, enfim, fiquei de cara. Mas dava pra ver que ele precisava ser lapidado, mesmo com seu talento monstruoso. Ai começamos a treinar, mas não fechamos nada em termos de campeonato. Porém quando rolou a confirmação do Challenger Series, evento com muitos pontos, ele chegou e me convidou. Me disse que queria me levar para a Austrália, falou que estava gostando do trabalho e queria fazer algo mais sério. Fechamos a barca eu ele e o Ian Gentil ( brasileiro naturalizado havaiano). Então com o Imai eu comecei mesmo há cerca de 3 meses antes do Challenger Series. Fizemos um Volcom Pro, no qual foi a primeira vez que ele não perdeu de cara e pegou uma nona colocação, então é um garoto com muito talento mas que não havia encaixando o surfe, e aí mais uma vez te falo da importância de um coach, porque o atleta não vai para a água confuso, ele vai para a água sabendo o que fazer e com sua melhor prancha, porque a gente treinou tanto antes, avaliamos, e na "hora H", você vai com tudo em cima para se dar bem. A memória física tá lá, a memória emocional está lá e o atleta está pronto para performar e o coach está ali pronto para avaliar, filmar. Na Austrália ele ficou em nono, e no Challenger Series nono é um resultado razoável, você já faz ali 3500 pontos o que faz com que você entre na briga. Agora estamos com um 9º, 3º e um 17º com 12mil pontos. Tem gente que diz que já estamos classificados, mas pra mim ainda não. ( ImaiKalani atualmente está na quarta posição no ranking do Challenger Series)

ImaiKalani Devault na onde que lhe rendeu uma nota 10 durante a etapa do CS em Ericeira - Foto: WSL

5 - Gerson Filho: Além da parte de treinamento em si, você também atua nas "burocracias" dos altletas: passagens, marcações de compromissos?
Robalinho: Sobre as burocracias, os caras são bem agilizados. Eles se amarram em fazer essa parte. Eu ajudo, principalmente no que concerne à WSL. Sobre patrocínios tenho essa liberdade de fechar algo para eles, mas não sou o empresário. A questão do shaper com certeza. O Cody é atleta da Sharp Eye e eu sou o representante deles em Maui, tenho contato muito próximo com o shaper Marcio Zouvi ( brasileiro dono da marca ) e inclusive ele já foi pra Maui e curtiu bastante com a gente, nossas famílias são amigas e isso facilita bastante. Rola uma amizade além do trabalho. Foi ele quem me convidou para ser seu representante. Houve uma vez que eu estava precisando de um shaper top para trabalhar com minha equipe e liguei pra ele pedindo pranchas, e ele ficou amarradão, pois a gente já havia se conhecido em outra ocasião quando fui visitar sua fábrica na Califórnia. Então foi ótimo porque temos uma relação bem próxima e isso facilita na troca de informações. As pranchas do Ian e o Imai, são as pranchas do KT, que também faz as pranchas para o Kay Lenny, que inclusive fez vários treinos com a galera. Já dei uns vinte treinos pra ele e foi bem maneiro. O cara tá interessadão também em surfar ondas pequenas bem, está realmente instigado e ele se interessa pela classificação para o CT. E estamos indo ali no passo a passo, porque na marola ele está bem atrás dessa galera, mas o Challenger não é só marola. ,

6 - Gerson Filho: Qual a parte mais difícil em se treinar um atleta de alta performance?
Robalinho:
Eu diria que é a pressão do alto nível de competição, no caso lidar bem com a pressão e conseguir fazer o atleta performar no seu melhor surfe durante a bateria, ou pelo menos identificar quando isso é necessário e fazer isso acontecer. Em função do risco, quantidade de ondas, quantidade de tentativas que ele vai ter a chance de obter uma boa nota, porque ganhar bateria é saber calcular riscos ( essa frase é boa, saiu agora...rs).

Robalinho mostrando que entende do assunto em Maui - Foto: reprodução Instagram 

7 - Gerson Filho: Como você analisa o atual critério de julgamento da WSL?
Robalinho: Julgamento da WSL, isso dá um livro. Por exemplo gostei do julgamento em Ericeira? Gostei! De uma maneira geral achei legal, a escala alta. Algumas pessoas questionaram o 10 do Imai, mas comparando a todos os 9...8 que saíram no campeonato, aquela onda era um "onze", pois ele surfou em um nível acima de todo mundo. Mas de uma maneira geral, acho inconsistente, inconstante, perigoso para nosso trabalho de coach, pois temos dificuldades de identificar o que está certo e o que não está. Em Hungtington, por exemplo foi bem difícil entender o julgamento. Você via um cara andando rápido, sem muito risco ganhava nota. Depois você vinha outro atleta sem tanta velocidade, mas arriscando, e alguns ganhavam nota, e outros não. Teve uma onda do Wesley Dantas na qual ele deu uma rabetada no outside, mar bem pequeno, conectou limpinho, chegou no inside e deu um snap limpo de backside, com um estilo bonito, jogando água e ganhou cinco e pouco. No entanto eu vi alguns atletas fazendo bem menos e ganhando notas acima de sete. Acho que falta mais comprometimento com a eliminação da subjetividade. É um trabalho bem difícil, mas que demanda uma entrega do corpo de juízes, que deveriam chamar atletas, coachs, imprensa, enfim, todos os interessados num bom julgamento para discutir os critérios antes de as coisas acontecerem. Acredito que ainda temos que melhorar no que diz respeito à comunicação direta. Tem que existir uma hierarquia de manobras, ter uma nomeclatura melhor e não só "snap, carving..." temos que ser mais detalhistas. Como brasileiro, desenvolvi algumas nomenclaturas. O Imai tem uma rabetada que eu chamo de Horse kick,  o nosso coice de cavalo e isso facilita na hora de passar uma informação de quando usar a manobra, por exemplo, mas é uma coisa informal, de treinador para atleta.

Robalinho passa instruções ao falecido Léo Neves, bicampeão brasileiro e ex-top do CT - Foto: Smorigo

8 - Gerson Filho: Qual a diferença entre treinar atletas brasileiros em relação aos estrangeiros?
Robalinho:
A principal diferença é a cultura deles, o inglês ser a língua nativa e a questão de os caras já serem bons em ondas grandes e tubulares. Todos eles aqui já são muito bons em ondas perfeitas. O Cody já fez resultado em Sunset grandão, já ganhou um campeonato de mil pontos, já fez final em um de dez mil pontos. Ele está sempre entre os tops. O Imai correu uma bateria em Pipe com o Medina na qual ele fez um nove alto ( 9,57) que foi a maior nota da bateria, o Ian faz bons resultados bons em Sunset direto, enfim, eles têm histórico em ondas boas, em fundo de coral, raso. E o que eu fiz, coloquei a minha vibe de brasileiro, de "valeiro" do Recreio, da Barra, do Nordeste, enfim, do Brasil dos WQS, em  que eu já classifiquei maior galera. Entre eles Leo Neves e Pedro Henrique, entre outras pessoas que me pediram ajuda no meio do caminho e eu ajudei. Minha experiência em mares pequenos e difíceis como os que acontecem no verão europeu e no Brasil ( onde rolam várias etapas do QS), fazem toda a diferença no trabalho. Nós brasileiros conseguimos muitas coisa surfando em ondas ruins e bem antes de treinar os atletas do Havaí, eu comprei essa ideia com os nordestinos, entre eles o Claudemir Lima "Bibi" que obeteve ótimos resultados em ondas difíceis como Grussaí, norte do estado do Rio. O próprio Kelly Slater treinou muito em marolas, e inclusive ele fala em seu livro que é muito mais fácil você vir da marola e se tornar um cara bom em ondas grandes, do que o contrário. Mas no caso do Havaí, eu estou fazendo o contrário. E pelo fato de estarmos em Maui, isso tem nos ajudado, porque na região há muitas "ondas de vento" e ali te possibilita realmente treinar para o QS. E a maioria dos surfistas que vêm trabalhar comigo chega com essa intenção. Essa foi a primeira geração de surfistas profissionais havaianos que se dedicou a esse tipo de trabalho, de lapidar o surfe em ondas não tão boas, e nesse contexto, foram horas e horas de surfe em marolas boas, marolas ruins, sem crowd. E assim conseguimos trabalhar bastante, fizemos muitas baterias simuladas isolados de todo mundo, em mares horríveis, que neguinho não quer nem ver. E cara, não é à toa que os resultados estão vindo para o Imai. Já o Cody e o Ian, perderam de cara nos eventos da Austrália, Huntington e Portugal e já estamos avaliando novas possibilidades.

Yago Dora, de acordo com Robalo, fazendo diferente no Surf Ranch - Foto: WSL

9 - Gerson Filho: Você sempre defendeu um julgamento com critérios mais bem definidos, inclusive citando as "notas de partida" critério similar ao da Ginástica Olímpica. Atualmente, com as piscinas de ondas, seria mais fácil aplicar esse tipo de análise por parte dos juízes da WSL?
Robalinho:
Em relação às piscinas, acho excelente para treinar manobras aéreas, posicionamento de cavadas, é irado! Mas não tem nenhuma no Havaí e as mais próximas, como a do Texas que ótima para treinar aéreos, fica bem longe.  A molecadinha daqui vai direto, mas eu tô mais focado nos atletas profissionais. Estou amarradão com a 4ª colocação do ranking do Imai, e por conta disso, meus treinos para os amadores quase que cessaram. Ainda sobre as piscinas, claro que elas não irão substituir o surfe de verdade, no mar. Acho que do mesmo jeito que você perdeu porque não veio onda, você também pode ganhar do (Gabriel) Medina porque você achou as ondas e ele não. Então o surfe tem isso, ele não é igual a fazer uma prova de cem metros correndo, na qual o melhor sempre vai ganhar. É o melhor surfista daquele momento. Não que no atletismo um atleta não possa fazer a diferença porque largou melhor, ou porque está em um melhor dia. Mas é alucinante ver a evolução da galera, e a questão da piscina pra julgamento, fica mais na conta do atleta fazer uma boa campanha para ser bem julgado e ai dá pra você fazer um trabalho melhor ainda no que concerne à termos menos subjetividade: trabalhar de maneira a fazer a o melhor trabalho, para ganhar a melhor nota. E você percebe que o condicionamento físico também é fundamental, porque a distância percorrida na onda é a mesma para todos. Na última etapa a melhor onda do evento foi do Yago (Dora), que conseguiu dar dois aéreos nos lugares aonde ninguém estava fazendo esse tipo de manobra. Ou seja, assumiu mais risco, conseguiu mais velocidade e fluidez, e atingiu melhor todos os critérios de julgamento. E ali ficou bem claro qual foi o ponto de diferença, e eu gostaria de ver mais esse comprometimento por parte do corpo de juízes, os caras ralando mais com eles liderando mais, definindo melhor os critérios tipo: isso vale mais, aquilo menos, de uma maneira mais clara. Porque você pode fazer uma tabela explicando: o que é performance, o que a gente avalia, qual a nomenclatura que a gente dá, quais consideramos mais difíceis que as outras, em que situação os critérios podem mudar ( tamanho da onda etc)?. A partir dessa tabela usar isso como base. Por exemplo, o Ítalo naquele famoso aéreo, ele voltou ou não voltou? Teve uma nota dele que foi 1.70. O cara fez o full rotation inteiro, caiu na base, se equilibrou, depois a onda o derrubou. Tudo bem, pode não ser um nove, mas será que não seria um cinco e pouco, ou um seis? Teve outro que ele deu um full rotation e passou um pouco do ponto, e precisou deitar um pouco na onda...e deram cinco!? Ai eu pergunto, quantos caras no Tour dão aquela manobra? Só porque o cara precisou usar um recurso a mais a nota veio tão baixa?! Então pra mim falta critério definido e mais profissionalismo no sentido de organizar melhor as informações e distribui-las. Falta a nomenclatura padrão da principal entidade do esporte, que é a WSL.

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