Entrevista exclusiva: Samuel Pupo fala sobre suas expectativas para o CT

Ele é o mais jovem do Clã Pupo. Seu pai competiu no Circuito Mundial da antiga, ASP ( entidade que precedeu a WSL), f


 

Samuel comemora a confirmação de sua entrada na elite em 2022 - Foto: WSL

Ele é o mais jovem do Clã Pupo. Seu pai competiu no Circuito Mundial da antiga, ASP ( entidade que precedeu a WSL World Surf League), fez história no Circuito Brasileiro, sendo um dos mais longevos competidores, sempre surfando em alto nível. Seu irmão, Miguel, é um dos mais estilosos e radicais surfistas do CT. Agora é a vez de Samuel Pupo, 21 anos, surfista da nova safra de talentos brasileiros que chega ao CT com fome e muito potencial para manter o Brasil na posição de destaque que se encontra hoje no Circuito.

Samuca garantiu sua vaga na última etapa do Challenge Series, disputada em Haleiwa, no Havaí, competição realizada em potentes direitas com 6 pés em média. Pupo finalizou na quarta posição em uma final em que todos os finalistas eram atletas do CT: Jhon Jhon Florence, Jack Robinson, e Kanoa Igarashi. Na entrevista abaixo ele fala sobre suas expectativas, pranchas, família, entre outros assuntos. Vale o drop!

Samuca destruindo em Haleiwa durante a última etapa do CS - Foto: WSL

Gerson Filho: Qual sua expectativa para o primeiro ano no CT?
Samuel Pupo:
A expectativa é grande, vamos ter o corte na metade do Circuito após uma década. Entao e uma coisa nova, mas independente disso, quero dar o melhor e pretende obter os melhores resultados possíveis.
Gerson Filho: Com relação ao julgamento, qual a principal diferença entre os critério adotados pelos juízes no QS e do CT?
Samuel Pupo: O julgamento é um pouco diferente. Em algumas etapas do QS temos juizes do CT e percebemos que quando isso acontece é mais dificil arrancar nota. Eles valorizam muito mais o comprometimento, quem arrisca mesmo quem te o surfe forte e nao tem medo de arriscar, e sao caracateristicas que eu tenho no meu surfe.

Vecendo o QS 10000 em 2019 em Ericeira - Foto: WSL

Gerson Filho: O que você pensa desse novo formato da WSL, no qual haverá um corte após cinco etapas?
Samuel Pupo:
É um formato que eu não gosto. Acho que ninguem gosta a gente luta para estar nessa posiçao e conseguir ter o ano inteiro para voce ter sua performance no CT. E ter esse corte no meio do ano eu nao concordo, mas nao esta no meu alcance mudar. entao vou trabalhar com o que eles me oferecem mas eu nao to pensando nisso, estou pensando em dar o meu melhor em cada etapa.

Gerson Filho: Qual ponto do seu surfe você pretende aprimorar?
Samuel Pupo: O que eu pretendo lapidar em meu surfe é a técnica nos tubos. Sinto que posso melhorar bastante nesse aspecto. Na real posso tenho muito a que melhorar, mas no Tour do CT, proporciona ondas fortes e tubulares, e todo surfista que sai do QS e vai para o CT, sempre aprende muito nesse quesito, pois é uma caracteristica do Tour, essas ondas mais dificeis que você precisa saber andar no tubo, pois ela não oferece espaço para muitas manobras como aéreos.

Samuca e seu pai - Foto: Maresia Crew

Gerson Filho: Você usa as pranchas do seu pai desde sempre, confere? Já usou pranchas de outros shapers?
Samuel Pupo:
Eu uso as pranchas do meu pai desde que comecei a surfar. Já cheguei a usar várias outras pranchas, usei Sharp Eye por um curto tempo, Mayhem também por pouco tempo também. Mas optei por voltar a usar as pranchas do meu pai (Ohp), porque eu sinto que meu surfe cresce usando as pranchas dele. O design das pranchas dele, na real das nossas pranchas da Ohana Pupo Ohp, são pranchas que me deixam confortável e estou muito feliz em estar colocando a nossa marca de volta na elite do surfe.

Gerson Filho: Que tipo de prancha você usa no dia a dia?
Samuel Pupo: No dia a dia eu uso uma 5'10" x 18' 1/2 x 2 1/2 - 27 litros.

Samuca em uma de suas especialidades, o aéreo. Ericeira 2019 - Foto: WSL

Gerson Filho: Tem alguma onda no circuito que você ainda não surfou e pretende ir antes para conhecer?
Samuel Pupo:
G-Land é uma onda que eu não surfei ainda, e todos falam que é uma onda boa, bem divertida e pretendo chegar bem antes pra conseguir treinar, conhecer a onda, um lugar novo...é sempre bom

Gerson Filho: E o Tênis, segue jogando?
Samuel Pupo: tênis é um esporte que eu gosto muito mas, acaba que sobra muito pouco tempo pra treinar. da ultima vez que eu fui visitar meu irmão, em Balneário, a gente jogou. Sempre que eu tenho oportunidade, jogo, com muito cuidado, porque não quero me machucar fazendo outro esporte, porque é normal acontecer porque meu corpo não está acostumado a jogar tenis, é só surfe e preciso ter cuidado. Mas sou apaixonado pelo tênis.

Samuca em Haleiwa - Foto: WSL

Gerson Filho: O que te inspira mais antes de uma bateria?
Samuel Pupo:
O que me inspira são meus objetivos, meus sonhos e minha família. Geralmente eu gosto de pensar em tudo que minha família fez pra que eu pudesse estar ali naquele momento, isso dá muita motivação.

Gerson Filho: Quem são os surfistas que lhe inspiram?

Samuel Pupo: Meu irmão e meu pai.

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