Exclusivo: Michaela Fregonese em busca das maiores da série

ONDAS GRANDES


A big rider brasileira Michaela Fregonese vem se consolidando no cenário mundial do big surfe. Fregonese foi vice campeã mundial ( categoria "Ride Of the Year" no Big Wave awards da Wsl 2020"); campeã do "Extreme Board Riders 2020" (categoria Maior onda e melhor onda ); terceira colocada na categoria "Melhor Performance do Big Wave Awards"; sexta colocada no campeonato de Jaws na remada ( último campeonato de ondas grandes físico antes da Pandemia). Além dos ótimos resultados, a big rider surfou alguns mares "de responsa", entre eles o Shock de Itacoatiara, onde tomou uma vaca na qual bateu a cabeça.

Michaela durante o The Box Desafio de Ondas Grandes, na Prainha-RJ - Foto: @andreamfotos

"Surfei um mar bem grande no Shock de Itacoatiara e bati com a cabeça. Ainda bem que eu estava de capacete", conta ela que também fez uma trip para "Avalanche", direita super tubular e perigosa que quebra no litoral capixaba. "Achei uma onda muito pesada e difícil a leitura quero muito voltar".

Michaela caiu com sua 10'4" na Prainha

Michaela atualmente concentra seus treinos na Zona Oeste do Rio de Janeiro - Macumba, Grumari, e Prainha, onde recentemente participou do "The Box Prainha, desafios de Ondas Grandes", primeiro evento de ondas grandes realizado na Prainha, Rio de Janeiro. O mar estava bem grande, com ondas em torno de 10 a 12 pés, e a big rider conseguiu pegar ondas bem grandes.

 "Tivemos um ótimo swell de sudoeste aqui na Zona Oeste e inclusive surfei ondas bem grandes na Praia da Macumba, um dia após o evento de ondas grandes da Prainha. Itacoatiara, Saquarema, entre outros picos têm ótimas ondas grandes, mas não podemos desvalorizar esse lado da cidade que também tem um muito potencial no que diz respeito ao big surfe", avalia ela que atualmente mora no Recreio dos Bandeirantes.

Michaela ( prancha rosa) com os big riders na Prainha - Foto; divulgação 

No mesmo dia em que competiu na Prainha, Michaela havia investido em Itacoatiara, mas um imprevisto a tirou de Itacoá, como ela conta:

"Consegui dormir em Itacoatiara e acordei bem cedinho para surfar. Demorei cerca de trinta minutos para conseguir varar o mar pelo Costão ( canto esquerdo da praia), e aí quando cheguei no outside, fiquei mais uns trinta minutos para pegar uma onda e vaquei. Quando eu saí da água, vi que um dos meus copinhos de quilha haviam quebrado. Aí pensei: acho que vou focar em uma coisa só, ao invés de tentar pegar uma onda aqui em Itacoá, vou para a Prainha. Me arrependi porque cheguei na Prainha e o campeonato estava atrasado, e daria tempo para eu tentar pegar mais uma onda em Itacoatiara". diz ela que lançou mão da sua outra "arma", nesse caso, uma gunzeira 10'4" shapeada pelo renomado Gustavo Kronig.

Michaela na Praia da Macumba - Foto: Adriano Lopes

"Saí de Niterói e fui direto para a Prainha. E como minha 9'6" tinha quebrado lá em Itacoatiara, caí com a minha 10'4" e foi uma experiência incrível, porque eu sentei lá fora...bem lá fora! Nossa, eu nunca tinha ficado tão longe assim na Prainha! Estávamos bem próximos da ilha que fica em frente ao pico...uma coisa bem louca, dava pra ver até o Grumari. E todo mundo na praia me falou: "fica bem lá fora com essa prancha porque a série está entrando bem out side. Quando cheguei lá fora, esperei peguei uma bomba e caí no bump. Depois peguei uma outra ondas em que consegui fazer o drop. E foi bem legal, pois foi uma das maiores ondas do campeonato, apesar de os juízes não terem conseguido vê-la direito, pois além de ter quebrado bem lá fora, haviam outras ondas na frente", relembra.

Michaela pegando uma bomba em Jaws - Foto: Aaron Lynton

Sobre seus planos para as próximas ações, ela já mira o Havaí, mais precisamente Jaws, onda considerada por muitos especialistas como o a mais desafiadora do Mundo, além de traçar metas relacionadas ao big surfe mundial:

"Eu gostaria muito que o campeonato de Jaws retornasse, ainda mais porque que fui a melhor brasileira do evento; então com certeza tenho minha vaga garantida. Também gostaria muito de ser convidada para o 'Tow Challenge da WSL', além de participar do 'Gigantes de Nazaré' novamente", diz ela completando, "Além de competir, quero continuar surfando ondas gigantes na remada e de Tow in", finaliza.

Michaela inicia o drop na Macumba - Foto: Adriano Lopes

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