Acidente no Hawaii - Lucas Silveira bate forte na bancada de Pipe

Carioca levou uns pontos na cabeça e está com suspeita de fratura no ombro


O campeão mundial Pro Júnior Lucas Silveira é um especialista em ondas pesadas e conhece há anos a esquerda sinistra e perfeita de Pipeline, no Hawaii, porém na última quarta-feira ele conheceu a bancada do pico. “O fundo é duro, então sugiro que você não seja esmagado”, escreveu o surfista nas mídias sociais.

Lucas com a cabeça costurada e o ombro machucado após bater na bancada sinistra de Pipe. Foto: arquivo pessoal.

Lucas com a cabeça costurada e o ombro machucado após bater na bancada sinistra de Pipe. Foto: arquivo pessoal.



O carioca contou a equipe do Ricosurf que o dia do acidente, que está sendo considerado o melhor de toda a temporada até o momento, era o seu primeiro do ano em Pipeline. “A primeira sessão, de manhã bem cedo, foi maneira, peguei alguns tubinhos legais para uma primeira sessão, então fiquei amarradão. Botei pra dentro também de algumas grandes, mas não consegui sair”, disse Lucas que voltou para a segunda caída horas depois.

“Tinha altas ondas e eu voltei meio dia. Entrei bem animado, pois estava com pouco crowd essa hora, acho que por causa do campeonato que estava rolando em Sunset. Não tinha muito local na água, então eu consegui me posicionar melhor para pegar uma da série no pico. Então peguei uma onda muito bonita, mas fiquei muito deep (profundo) nela. A partir daí não lembro de quase nada, só lembro a onda do tubo, da queda e depois quando levantei. Lembro que estava ‘meio mole”, mas essa sensação é normal depois de um caldo longo. Então vi umas ondas vindo, tomeis umas na cabeça, peguei a prancha e comecei a remar de volta para o pico, só que na segunda ou terceira remada meu ombro começou a doer pra caramba e percebi o sangue pingando, então coloquei a mão na cabeça e senti um buraco. Na real estava voltando a consciência, não dá pra saber direito... Depois disso virei para a praia e peguei uma espuma”.

Lucas na onda do acidente. Frame.

Lucas na onda do acidente. Frame.



Lucas chegou na areia e logo foi para o hospital mais próximo, que fica em Kahuku, e levou pontos na cabeça. Mais tarde ele foi num hospital maior para fazer exames. “Precisava saber o que realmente tinha acontecido, até pra saber se eu vou poder competir no QS de Pipe, se vai dar pra forçar uma barra, pois esse é o meu campeonato preferido”, disse ele que no hospital ficou sabendo que o ombro preocupa. “Parece que tenho uma fratura na escapula (um dos ossos do ombro)”.

O surfista profissional também falou dos risco de surfar Pipe. “O esporte que a gente pratica é perigoso, a gente sabe, a gente já entra na água sabendo que tem risco, ainda mais em Pipe, que mostra bastante isso, pois todo ano alguém falece lá. Nesse último swell, em particular, várias pessoas se machucaram. Teve o Kiron Jabour que bateu o queixo e tomou uns pontos, entre outros amigos, mas graças a Deus nada de muito sério. Faz parte... A gente prefere surfar mesmo tendo esse risco do que ficar em casa sentado [risos]”.

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