Brasileiros e peruanos avançam na Vans World Cup

TRIPLICE COROA HAVAIANA


 

Depois de um dia parado, o QS 10000 Vans World Cup retornou na quarta-feira, com as ondas voltando a bombar séries de 6-8 pés em Sunset Beach, para rolar a segunda fase da decisão do WSL Qualifying Series 2019 no Havaí.

Ian Gouveia fez uma das melhores médias do dia

Dez sul-americanos competiram em sete das dezesseis baterias, com seis avançando para enfrentar os cabeças de chave na terceira fase, como o bicampeão mundial Gabriel Medina na oitava bateria, estreando na Tríplice Coroa Havaiana esse ano. Dos oito brasileiros, só metade passou, Ian Gouveia, Alejo Muniz, Weslley Dantas e o campeão sul-americano de 2019, João Chianca, junto com os dois únicos peruanos, Alonso Correa e Joaquin del Castillo.

Joaquin del Castillo foi o primeiro a competir, na terceira bateria do dia, que foi bem fraca de ondas. Três dos quatro surfistas, pegaram apenas as duas que são computadas. Já o americano Jake Marshall, que defendia a nona posição no ranking do WSL Qualifying Series, só teve uma chance de surfar e terminou em último. Com isso, resta ficar na torcida para não perder sua vaga na lista dos dez que se classificam para a divisão de elite da World Surf League.

O peruano conseguiu começar bem, com nota 6,83, que foi a maior da bateria completada por dois havaianos. A segunda valeu 4,27, suficiente para superar Joshua Moniz por 11,10 a 8,90 pontos, ficando bem perto dos 11,93 do vencedor, Billy Kemper. Alonso Correa era um dos 32 surfistas que entraram direto na segunda fase e dominou a décima bateria, desde a nota 6,33 da sua primeira onda. O peruano somou essa com 5,77 e venceu por 12,10 pontos.

Alejo Muniz

O havaiano Tyler Newton fez 11,33 e ganhou a briga pela segunda vaga para a próxima fase, acabando com as chances do catarinense Tomas Hermes e do australiano Matt Banting, seguirem na briga pelas últimas vagas para o CT 2020. O brasileiro tinha uma chance remota de classificação, pois a única era a vitória em Sunset Beach, mas Banting chegou no Havaí entre os dez indicados pelo QS e saiu da lista em Haleiwa, descendo para o 14.o lugar no ranking.

SONHO ADIADO – O jovem paulista Samuel Pupo viveu o mesmo drama no confronto seguinte. Ele era o nono colocado antes da Tríplice Coroa Havaiana e caiu para 13.o no Hawaiian Pro. Samuca também foi barrado na quarta-feira, por 9,60 a 9,40 pontos pelo catarinense Alejo Muniz, na vitória do americano Cam Richards por 10,34. A derrota adiou o sonho dos irmãos Pupo estarem juntos no CT do ano que vem, pois só o Miguel se classificou.

A disputa seguinte também teve participação dupla do Brasil e eles novamente tiveram que brigar pelo segundo lugar. O australiano Mitch Crews surfou bem em duas ondas seguidas, para vencer com notas 7,33 e 6,37. Melhor brasileiro na primeira joia da Tríplice Coroa Havaiana, nono colocado em Haleiwa, o pernambucano Luel Felipe acabou eliminado na estreia em Sunset Beach. Ele só conseguiu somar 10,77 pontos, contra 11,34 do campeão sul-americano de 2019, João Chianca, com as duas notas 5,67 que o saquaremense recebeu.

Samuel Pupo faz a linha

ÚNICA VITÓRIA – Luel Felipe foi a quarta baixa seguida do Brasil na quarta-feira. A série de derrotas começou com o paulista Thiago Camarão, ficando em último na nona bateria. Na décima, Tomas Hermes caiu na vitória do peruano Alonso Correa. Na 11.a, Samuel Pupo deu adeus ao CT 2020, na classificação de Alejo Muniz. E na 12.a, Luel perdeu para João Chianca. Um pernambucano foi eliminado, mas o outro que está competindo na Tríplice Coroa Havaiana, conquistou a única vitória brasileira na segunda fase da Vans World Cup.

Ian Gouveia foi o primeiro a entrar no mar na quarta-feira, na quinta bateria, com três surfistas de outros países. O australiano Jacob Willcox foi seu principal oponente, conseguindo nota 6,17 na primeira onda, contra 5,27 do pernambucano. Logo, Jacob pega outra que vale 5,43, maior do que as duas seguintes do brasileiro, mas Ian consegue a virada nas duas últimas que surfou. Os juízes deram 6,20 e 7,60 para derrotar o australiano por 13,80 a 11,60 pontos, com ambos eliminando ao californiano Patrick Gudauskas e o taitiano Mihimana Braye.

Se Ian Gouveia foi o primeiro a se classificar, o paulista Weslley Dantas fechou o dia com a última vaga para enfrentar os cabeças de chave na terceira fase. Ele quase vence a bateria que fechou a quarta-feira, mas Nat Young levou a melhor por uma pequena vantagem de 11,97 a 11,17 pontos. O californiano está em 18.o lugar no ranking e na briga direta pelas últimas vagas no G-10, enquanto Weslley tenta melhorar a 63.a posição que chegou em Sunset.


João Chianca

VAGAS NO CT 2020 – Ian Gouveia e Jessé Mendes são os únicos que podem aumentar o número de brasileiros classificados para o CT 2020 pelo ranking de acesso, mas já precisam ficar entre os dois primeiros colocados na grande final da Vans World Cup. Os já garantidos são o potiguar Jadson André (2.o do ranking), o catarinense Yago Dora (3.o) e os paulistas Alex Ribeiro (4.o) e Miguel Pupo (5.o).

Ian chegou em Sunset Beach em 29.o no ranking e o Jessé em 33.o, então eles têm que passar quatro baterias para chegar na decisão do título e ainda ficar no mínimo em segundo lugar para ultrapassar os 17.950 pontos do já eliminado nono colocado no ranking, Jake Marshall. Jessé faz parte do CT este ano, mas está fora do grupo dos top-22 que são mantidos na elite e tenta garantir sua permanência pelo Qualifying Series.

Ele é o primeiro dos dez cabeças de chave do Brasil a estrear na terceira fase, na terceira bateria, com o americano Conner Coffin e dois havaianos que vieram da segunda fase, Billy Kemper e Imaikalani Devault. Ian Gouveia também terá uma parada duríssima na quinta bateria, do líder do ranking e da Tríplice Coroa Havaiana, o português Frederico Morais, do taitiano Michel Bourez e do havaiano Cody Young.



Camarão joga água

O peruano Joaquin del Castillo compete entre os dois brasileiros que ainda brigam por vagas no G-10, na quarta bateria, com o australiano Ryan Callinan, o sul-africano Matthew McGillivray e o havaiano Finn McGill. Depois de Ian Gouveia, vem três baterias seguidas com cabeças de chave do Brasil estreando na Vans World Cup 2019 em Sunset Beach.

CABEÇAS DE CHAVE – O potiguar Jadson André, que perdeu a liderança do ranking com a vitória do português Frederico Morais no Hawaiian Pro de Haleiwa, está junto com o paulista Caio Ibelli na sexta bateria. O cearense Michael Rodrigues e Yago Dora são os cabeças de chave da sétima. E na oitava, estreia o único campeão mundial na Vans World Cup deste ano, Gabriel Medina, contra os australianos Kyuss King, Stu Kennedy e o sul-africano Jordan Maree.

Depois, tem o catarinense Willian Cardoso e o peruano Alonso Correa enfrentando dois franceses na décima bateria, o paulista Alex Ribeiro e o saquaremense João Chianca na 11.a, o catarinense Alejo Muniz na 12.a e mais três paulistas, Miguel Pupo na 13.a e Deivid Silva junto com Weslley Dantas na 15.a e penúltima batalha por vagas nas oitavas de final.

MAUI PRO ADIADO – Enquanto em Sunset Beach, a quarta-feira já foi o segundo dia de competição no último QS do ano, a decisão do título mundial feminino ainda não começou, com o início do lululemon Maui Pro sendo adiado desde segunda-feira, esperando por boas ondas em Honolua Bay. Os dois eventos são transmitidos ao vivo do Havaí pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da World Surf League.

 

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