
Foto: Victor Santiago
Encerrou-se neste sábado (29/08), na Praia de Itaúna, o “Maracanã do Surf”, a primeira edição do Kneeboard Surfing World Titles 2026 realizada na América Latina, com total sucesso de público e participantes
Uma abertura histórica

Foto: Victor Santiago
O evento começou no sábado, 22 de agosto, com uma cerimônia de abertura marcante no Centro de Treinamento de Surf Leo Neves. O desfile reuniu atletas, treinadores e delegados das 11 nações participantes — Brasil, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Portugal, França, Estados Unidos, Venezuela, Marrocos, México e Ilha da Reunião — em um cortejo que percorreu a Avenida Oceânica a partir da Casa do Surf.
Um dos momentos mais emocionantes foi a “União das Areias do Mundo“: cada delegação trouxe areia de suas próprias praias, misturando-as em um único recipiente e, em seguida, despejando-as nas águas de Saquarema, simbolizando a irmandade entre as nações unidas pelo kneeboard. A cerimônia contou ainda com apresentação do Grupo Abadá Capoeira e a execução dos hinos nacionais de todos os países presentes.
Mar extremo reduz a janela de competição

Foto: Victor Santiago
O evento teve uma janela de seis dias, mas condições extremas em Saquarema, com ondas que chegaram a superar os três metros em alguns dias, obrigaram a organização a concentrar as disputas em quatro dias efetivos de competição. Já no primeiro dia, 24 de agosto, o mar impôs a paralisação da competição logo após as primeiras apresentações das categorias por idade, seguidas pela Fase 1 da categoria Open. Na sequência novas paralisações e o evento só retornou efetivamente na sexta-feira, com altas ondas e um verdadeiro show da categoria Open definindo seus finalistas. No sábado o evento conheceu todos os seus campeões encerrando mais uma edição do mundial com uma grande confraternização.
Nos dias em que a competição foi realizada, as condições variaram entre muito boas e excelentes, permitindo que os atletas performassem em seu mais alto nível, com manobras e ondas que atingiram notas na casa do excelente.
Chayne Simpson conquista título back-to-back

Foto: Victor Santiago
O grande campeão da principal categoria do evento, a Open, foi o australiano Chayne Simpson. Autor da melhor nota do campeonato, um 9,0, registrada no terceiro round, e surfando com uma fluidez que impressionava até os surfistas locais, Chayne confirmou seu favoritismo com uma performance avassaladora vencendo simplesmente todas as baterias que disputou. Na segunda colocação ficou Tom Novakov, que apesar de ter surfado muito bem, não foi capaz de superar o rival.
Com o resultado de Saquarema, Simpson conquistou seu terceiro título mundial, em uma vitória back-to-back, já que havia sido campeão também na edição anterior, realizada em Jeffreys Bay, na África do Sul, em 2024. Assim, a Austrália mantém a hegemonia na modalidade continuando a ser o país com o maior número de títulos do Kneeboard Surfing World Titles, com 11 troféus em 12 edições realizadas.
Brasil confirma protagonismo mundial no kneeboard

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O time brasileiro terminou o Mundial na melhor posição em todos os mundiais nos quais participou. Diego Azevedo, do Ceará, foi campeão mundial na categoria Grand Masters. Joaquim Alexandre, do Rio de Janeiro, conquistou o terceiro lugar na categoria Immortals. E a seleção brasileira foi vice-campeã na disputa por equipes, o Team Challenge.
A realização deste evento em Saquarema, a Capital Nacional do Surf, representa uma grande vitória para o kneeboard brasileiro, comprovando a capacidade do Brasil de realizar um campeonato dessa magnitude e consolidando o país como um dos grandes protagonistas mundiais da modalidade.
Momentos especiais

Foto: Victor Santiago
O evento reservou ainda uma homenagem especial a Sérgio Peixe e a apresentação de itens artesanais da África do Sul, entregues por Bob Rossow, da delegação sul-africana, durante a categoria Open Women.
Um capítulo histórico para o surfe mundial
Com atletas de 11 países disputando na icônica Praia de Itaúna, o Kneeboard Surfing World Titles 2026 consolidou Saquarema no mapa mundial do kneeboard, reafirmando o Brasil como protagonista do crescimento internacional da modalidade e abrindo caminho para que a América Latina siga integrando o calendário mundial do esporte.