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Challenger Series Saquarema promove bateria de lendas do surfe

Escrito por

Vinicius Villas Boas

|

Publicado em:

11/10/2023

|

Atualizado em:

11/10/2023

-

16:12

|

4 min de leitura

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Rico de Souza em Saquarema 2022 – Foto: arquivo pessoal.

 

Consagrada como a capital nacional do surfe, a cidade de Saquarema, no Rio de Janeiro, se prepara para sediar o Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil, etapa final do Challenger Series 2023. Entre os dias 14 e 21 de outubro, as ondas da Praia de Itaúna irão coroar os novos atletas que farão parte do Championship Tour (CT) 2024, elite do surfe mundial. Além da competição principal, a Liga também promoverá baterias inéditas para os fãs de surfe.

Na estreia do evento, a WSL vai realizar a ‘Bateria Legends’, que reúne ex-atletas profissionais do cenário mundial do surfe. Entre as lendas confirmadas, destacam-se Victor Ribas e Guilherme Herdy, dois nomes que escreveram a história do surfe brasileiro e que, agora, se preparam para reviver a rivalidade em Saquarema. Além deles, está confirmado o confronto entre Rico de Souza e Otávio Pacheco.

“O reencontro na ‘Bateria Legends’ de grandes ex-atletas não é apenas um evento nostálgico, mas também uma reverência à história rica do surfe. Poderemos testemunhar a união de gerações, em que o passado inspira o presente e, inevitavelmente, molda o futuro. Ao criarmos confrontos como estes, motivamos jovens surfistas e garantimos que o legado do surfe brasileiro continue a evoluir”, destaca Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina.

 

Otávio Pacheco – Foto: arquivo pessoal

A última vez que Ribas e Herdy se enfrentaram em uma bateria foi em 2004, em uma etapa do Championship Tour nas ondas desafiadoras de Hossegor, na França. Naquela ocasião, Victor levou a melhor, avançando para as oitavas de final e deixando Herdy na 17ª posição. Victor Ribas, em 1999, foi o brasileiro com o melhor ranking final do CT até o primeiro título mundial do país com Gabriel Medina (2014), ao ficar na 3ª colocação.

“O mais legal de tudo é o reconhecimento da entidade ao lembrar de nós e nos dar essa oportunidade diante do público. A sensação de competir é boa demais, pois acredito que todos nós que vivemos isso no surfe temos o sangue competitivo do esporte”, comenta Victor Ribas.

Além disso, os dois surfistas possuem um histórico impressionante de vitórias em etapas do QS, contribuindo significativamente para a ascensão do surfe brasileiro no cenário mundial. Curiosamente, a última vitória da carreira de ambos foi no mesmo evento do Qualifying Series, o Hang Loose Pro Contest em Fernando de Noronha, com Herdy sendo o primeiro campeão nos tubos da Cacimba do Padre em 2000, e Vitinho ganhando a terceira edição no ‘havaí brasileiro’ em 2002.

“É uma grande expectativa entrar na água em um evento profissional pela WSL. É importante para a nova geração ter contato com os atletas que já competiram e também os atletas do local terem acesso a isso, como é meu caso e do Vitinho. Somos parceiros de viagem, competimos muitas baterias juntos. É um cara que traz estímulo. Então poder fazer essa bateria com ele dá uma empolgação a mais e vou em busca dessa vitória”, exalta Guilherme Herdy.

 

Guilherme Herdy em Fiji – Foto: Pierre Tostee

Vale destacar que a genética das famílias dos atletas na Bateria Legends segue passando para futuras gerações. Mateus Herdy, sobrinho de Guilherme Herdy, e atual 10º colocado no ranking do Challenger Series 2023, e Lucas Ribas, sobrinho de Victor Ribas, são atletas participantes das divisões de acesso da WSL.

Na outra bateria, outros dois ícones do surfe nacional marcam presença: Otávio Pacheco e Rico de Souza. Reconhecido como uma “lenda viva e ícone do surfe’, Otávio foi pioneiro ao representar o Brasil e o Rio de Janeiro no Circuito Mundial de Surfe desde o início, em 1976. Até hoje, ele participa de eventos internacionais, nacionais e regionais, competindo nas categorias Master e Legends.

“Participar dessa bateria e surfar com os amigos será emocionante para mim, vestindo uma lycra de competição mais uma vez. O nosso lado atleta e a nossa saga de competidor despertam e isso faz com que eu me sinta mais vivo do que nunca. É uma honra participar desta bateria histórica num evento da WSL, em homenagem às gerações anteriores do surfe, que ajudaram a escrever a história do esporte no Brasil”, afirma Otávio Pacheco.

Já Rico, aos 71 anos, mantém a sabedoria na prancha, com destaque pela conexão com Saquarema, cidade em que, desde pequeno, desafiou as ondas de Itaúna. Além das conquistas como surfista, o experiente atleta segue contribuindo ativamente para o surfe brasileiro ao participar de diversos empreendimentos relacionados ao esporte, incluindo um site de notícias e o recente projeto Aloha Podcast.

“Estou muito orgulhoso da WSL me convidar para fazer uma bateria com Otávio Pacheco, um grande competidor, um surfista espetacular, bom nas ondas pequenas e bom nas ondas grandes. Também é legal porque Saquarema foi onde a gente começou a surfar, sempre competimos, mas um queria ganhar do outro. Essa disputa vai ser bastante motivada e com um bom preparo físico”, completa Rico de Souza.

O Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil é o torneio final da divisão de acesso à elite do surfe, responsável por selecionar os dez melhores surfistas masculinos e as cinco melhores atletas femininas no ranking global que estarão no Championship Tour (CT) 2024. Além da decisão, estão programadas diversas atrações para o público local e fãs da modalidade, casos da Vila dos Patrocinadores, apresentação da Esquadrilha Ceu, demonstrações de jet ski, entre outras.

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