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Artigo por Breno Sivak: A cabeça do CEO

Confira o último artigo de nosso colunista Breno Sivak que se debruça sobre a demissão do CEO de World Surf League e suas possíveis consequências.

Escrito por

Breno Sivak

|

Publicado em:

28/07/2023

|

Atualizado em:

28/07/2023

-

17:43

|

4 min de leitura

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Erik Logan – Foto: divulgação

As motivações do milionário Erik Logan vir a se tornar CEO da WSL se iniciaram por sua competência mas passam muito ao largo do Surf. Assumiu, como profissional, para fazer a empresa se manter com o seu monopólio, visto ser a única a ter um circuito mundial de surfe e, ao mesmo tempo, prosperar e dar mais lucro como reza a cartilha de quem quer se tornar e permanecer como um CEO de sucesso e respeitado dentro do ambiente empresarial/corporativo de uma empresa com fins lucrativos. Por mais que surfistas aceitem este monopólio e, até o board do comitê Olimpíadas, também use o ranking da WSL para definir quem serão os surfistas de cada país que receberão o exclusivo e cobiçado passaporte que dá acesso a um atleta a cobiçada área. Nesse local ficam exclusivamente hospedados os melhores atletas do mundo em todas as modalidades esportivas durante as Olimpíadas.

 

Mas a enxurrada de críticas do público que encheram as redes sociais durante a etapa na piscina do Kelly, neste 2023, somado às reclamações dos atletas, diante da incredulidade das notas, liderados, neste episódio, por Gabriel Medina (que sozinho tem milhões de seguidores a mais do que a própria WSL) que ocasionou enorme repercussão, e teve uma resposta, dura, do CEO, contrapondo com um texto que pontuou cada detalhe dos reclames. Entretanto esqueceu o CEO que é a consideração e o respeito máximo aos pleitos dos atletas que correm o circuito mundial que rege a entidade desde que a ASP (Associatio n of Surfing Professionals) se tornou WSL (World Surf League) e já o era, mesmo antes disto.

A consequência desta falta de respeito a esta máxima fez rolar a cabeça do competente , mas desatento CEO para fora da WSL e ocorrido, justamente, durante a etapa de Saquarema, onde ele estava presente. Ou seja, Brasileiros fizeram o CEO cair enquanto pisava em terras tupiniquins! Ato continuo, na etapa de Saquarema e na da África do Sul, não houveram mais os discrepantes absurdos das notas dadas na piscina. Apenas baterias polêmicas, dentro do normal que é a subjetividade do julgamento feitos por humanos, como a que tirou J.J. Florence do evento, na África. Ou seja, optaram por queimar o CEO para manter a credibilidade frente ao mundo (incluindo, por óbvio, o comitê Olimpico).

Ítalo Ferreira Olimpiadas

Ítalo Ferreira Olimpiadas

Correta-por pragmática decisão. O limite do corpo, humano. Entre atletas, o overtraining (excesso de treinamento por longo e ininterrupto período) é muito mal interpretado por atletas e preparadores. O corpo humano, uma máquina(enaltecida equivocadamente como perfeita) e muito estudada, mas longe de ter sido completamente decifrada, até porquê, metabolismo cada corpo tem o seu visto suas particulares e infinitas combinações, limitações e possibilidades, que são, sempre, individuais!

Filipe Toledo lutou muito para voltar a ser o líder do ranking depois de ser campeão mundial ano passado, visto que que no início da temporada deste ano João Chumbinho foi quem passou a maioria das etapas iniciais liderando o ranking e, portanto, usando a cobiçada camisa amarela de líder do ranking por etapas seguidas. Para voltar a usa-la deu tudo ate Saquarema, quando forçou o limite de seu corpo a exaustão e, por fim, a contusão. Conseguiu chegar a líder e se manter líder pois não treinou para a etapa da África.

Filipinho ergue o troféu – Foto: Thiago Diz

Deu apenas um treininho recreativo. Iniciou a competição e a venceu, com sobras na final, exatamente por não ter treinado nada na semana que antecedeu a janela de Jeffreys, na África. Trocou o overtrainning por descanso do corpo. Venceu a etapa, com (muita) sobra exatamente por não ter treinado!A remada é deitada e o Surf é em pé.

A primeira coisa que alguém que quer aprender a surfar precisa fazer é aprender a se posicionar deitado na prancha e achar o “ponto de equilíbrio perfeito” e somente depois a remar deitado sobre uma prancha. Estes são pré requisitos sem o qual se torna impossível ficar em pé sobre a prancha para surfar uma onda. A disputa de remada entre Leo Fioravanti e Jack Robinson foi a mais espetacular já registrada.

Jack Robinson  – Foto:  Brent Bielmann.

Já houve outras, decididas no photochart, por um nariz de diferença, permeada de muito mais emoção. Mas esta foi diferente, tal qual uma corrida de moto ou corrida em pista de atletismo, onde um permanece na frente, toma boa e aparentemente segura distancia e o que ficou para trás, espera, se concentra e engata um sprint de tal monta que o que vai a frente parece estar em camera lenta, confundindo os olhos e a credulidade de quem assiste a imagem…E o que vimos foi incrível!

Poucos tem a motivação, o preparo e o físico do excelente surfista Leo que é o único representante de todos os ótimos surfistas do imenso continente europeu no mundial de Surf!

A técnica usada por Jack nos fez relembrar a máxima esportiva: a técnica e a mente sempre superam a força e o físico no ambiente competitivo profissional.
Aloha!

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