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Breno Sivak: um aloha ao surf feminino

Muitos torceram seus narizes quando foi anunciada a equalização de premiações entre feminino e masculino no surf. O que essa turma não sabe é até o ano de 1900, há apenas 122 anos atrás, as mulheres eram proibidas de competir nas Olimpíadas. Hoje já as mulheres se tornaram as maiores

Escrito por

Breno Sivak

|

Publicado em:

07/11/2022

|

Atualizado em:

07/11/2022

-

15:57

|

3 min de leitura

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Silvan Lima é um dos expoentes do surfe brasileiro – Foto: Pedro Monteiro

Muitos torceram seus narizes quando foi anunciada a equalização de premiações entre feminino e masculino no surf. O que essa turma não sabe é até o ano de 1900, há apenas 122 anos atrás, as mulheres eram proibidas de competir nas Olimpíadas. Hoje já as mulheres se tornaram as maiores e mais bem pagas expoentes de vários esportes.

Em competições como Ginástica Olímpica, Nado sincronizado entre outros elas são as estrelas. No vôlei – de quadra ou praia – a audiência e os fãs já se equipararam há muito tempo. No basquete, já existia este mesmo equilíbrio para os times, desde os tempos de Hortência e Paula e de Oscar e Marcel.

Stephanie a rainha do estilo  –  Foto: Pat Nolan

Maria Ester Bueno foi o maior ídolo Brasileiro do Tennis por décadas, até o “surfista do saibro” Guga, aparecer. Sthephanie Gilmore, nas finais do último mundial de Surf, em Trestles, deu um show de surf na água, sobrando em todas as baterias e fazendo a terceira melhor média de todo o evento! Além de ter dado um show de carisma com seu sorriso e alegria no pódio.

Até nos brutalizantes ringues do MMA, uma mulher como a gatíssima Rhonda Rausey, conseguiu chegar no topo do esporte fazendo, algumas vezes, a luta principal da noite em Las Vegas. O maior ídolo e campeã do skate Brasileiro do momento é a menina Fadinha.

Rhonda Rausey, – Foto: Getty Images

No surfe, com toda a sua plasticidade, sutileza e beleza, que harmoniza surfistas com a natureza, não poderia ser diferente preconceito contra meninas se tornarem surfistas praticamente acabou, com pais e mães estimulando as filhas a praticar surf e as que se destacam são estimuladas a fazer carreira profissional. Já existem especialistas mulheres em ondas pequenas, médias, grandes e gigantescas. A prática de carregar a campeã nos ombros, após a final, já é feita por mulheres, como vimos em Saquarema, no QS 5000, quando a campeã Daniela Rosas foi carregada por meninas.

Daniela Rosas – Foto: Smorigo

Trips, nacionais e internacionais, de exploração de ondas com grupos exclusivamente femininos e programas de tv com surfistas mulheres se multiplicam. O Surf sempre foi esporte de vanguarda e esta equalização na premiação vai estimular a inserção de muitas outras meninas no World Tour, irreversivelmente, no breve futuro.

Um aloha ao surf feminino

 

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