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Temporada do Challenger Series 2023 da WSL será no Brasil

A temporada 2023 também passa pela África, EUA e Portugal, a grande final no Brasil será entre os dias 14 e 21 de outubro

Escrito por

João Carvalho

|

Publicado em:

21/03/2023

|

Atualizado em:

21/03/2023

-

13:59

|

4 min de leitura

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Praia de Saquarema – Foto: Thiago Diz/WSL

A World Surf League (WSL) anuncia hoje o calendário do Challenger Series 2023, o campo de batalha pelas vagas para a elite do Championship Tour (CT) de 2024. Serão seis etapas em cinco países e a grande novidade é que a temporada esse ano será encerrada no Brasil, no Corona Saquarema Pro, entre os dias 14 e 21 de outubro, na Praia de Itaúna, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Todos os eventos serão transmitidos ao vivo pelo   site da WSL.

O World Surf League Challenger Series 2023 começa logo após o corte da elite na primeira metade do CT 2023, em Margaret River. As duas primeiras etapas acontecem lá mesmo na Austrália, o Boost Mobile Gold Coast Pro nos dias 6 a 13 de maio em Queensland e o GWM Sydney Surf Pro de 17 a 24 do mesmo mês em Sydney. Mais dois eventos serão disputados em julho, na África do Sul e nos Estados Unidos. Depois, mais dois fecham a lista das classificações para o CT 2024 no mês de outubro, em Portugal e no Brasil.

CALENDÁRIO DO WSL CHALLENGER SERIES 2023:

Mai 06-13: Boost Mobile Gold Coast apresentado por GWM na Austrália

Mai 17-24: GWM Sydney Surf Pro apresentado por Bonsoy na Austrália

Jul 02-09: Ballito Pro apresentado por O´Neill na África do Sul

Jul 29-06: US Open of Surfing apresentado por Pacifico nos Estados Unidos

Out 01-08: EDP Vissla Pro Ericeira apresentado por Estrella Galicia em Portugal

Out 14-21: Corona Saquarema Pro na Praia de Itaúna em Saquarema no Brasil

O Challenger Series vai classificar 10 homens e 5 mulheres para completar a elite do WSL Championship Tour em 2024. Os rankings computarão apenas os quatro melhores resultados de cada atleta nas seis etapas. Para este ano, o número de participantes foi reduzido, de 96 para 80 surfistas na categoria masculina e de 64 para 48 na feminina. O objetivo é poder aproveitar os ciclos de swell (ondulação) dentro do período dos eventos, para que a competição aconteça sempre nas melhores condições de ondas de cada praia.

A redução de competidores nas etapas, foi possível também porque os surfistas que permaneceram na elite no corte do meio da temporada – os 22 primeiros do ranking masculino e as top-10 do feminino – não serão mais obrigados a participar de duas provas do Challenger Series. No entanto, eles podem solicitar convite (wildcard), se desejarem competir em algum evento. Já os 12 homens e 7 mulheres que perderam suas vagas no corte do CT, têm participação garantida em todas as seis etapas do Challenger Series.

“Depois de um início empolgante da temporada 2023 do Championship Tour, é com grande satisfação que anunciamos a programação para o Challenger Series deste ano”, disse a chefe de esportes da WSL, Jessi Miley-Dyer. “Esses seis eventos desempenham um grande papel na formação da elite para o Championship Tour 2024, oferecendo o caminho para novos talentos ingressarem no CT, bem como uma segunda chance para os surfistas que saíram no corte do meio da temporada, recuperarem suas vagas. Com a redução na quantidade de participantes, também poderemos aproveitar ao máximo as melhores condições de ondas de cada local. Por isso, estou ansiosa para ver como esses eventos acontecerão esse ano”.

O Challenger Series é como uma segunda divisão nos três níveis de competição dos circuitos da World Surf League. Fica entre o Championship Tour, que decide os títulos mundiais da temporada, e o Qualifying Series, que é a base da estrutura e principal caminho para se classificar para o Challenger. Em 2023, cada etapa será disputada por 80 surfistas na categoria masculina e 48 na feminina. Estes grupos são formados por:

– 12 homens e 7 mulheres que saíram da elite do CT no corte do meio da temporada

– 10 homens e 5 mulheres que ficaram do 11.o ao 20.o lugar do ranking masculino do Challenger Series 2022 e do 6.o ao 10.o do feminino

– 3 homens e 2 mulheres do CT 2022 que não se classificaram para o Challenger Series

– 49 homens e 30 mulheres classificados pelos sete escritórios regionais da WSL (América do Sul, América do Norte, Havaí/Taiti, Europa, África, Ásia e Austrália/Oceania)

– o campeão e a campeã mundial Junior de 2022

– 5 convidados (wildcards) e 3 convidadas pela WSL

15 SUL-AMERICANOS – Sem contar os brasileiros que poderão ficar de fora dos top-22 no corte da elite do CT no meio da temporada, 15 sul-americanos já estão confirmados para disputar o Challenger Series esse ano. Três deles estão na lista dos que terminaram entre o 11.o e 20.o colocados no ranking de acesso do ano passado, o peruano Lucca Mesinas e os brasileiros Alejo Muniz e Edgard Groggia. Mateus Herdy ficou na porta de entrada deste grupo e recebeu um convite (wildcard) da WSL, para participar de toda a temporada.

Outros sete homens e quatro mulheres se classificaram pelos rankings regionais da WSL South America. Pelo masculino, foram o peruano campeão sul-americano de 2022/2023, Miguel Tudela, e os brasileiros Ian Gouveia (PE), Lucas Silveira (RJ), Ryan Kainalo (SP), Rafael Teixeira (ES), Weslley Dantas (SP) e Leo Casal (SC). Na categoria feminina, tem a nova tricampeã sul-americana, Daniella Rosas, a também peruana Sol Aguirre, a equatoriana Dominic Barona e o maior nome do surfe feminino brasileiro em todos os tempos, Silvana Lima.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: A World Surf League (WSL) promove as principais competições de surfe, coroando os campeões mundiais desde 1976, com os melhores surfistas do mundo se apresentando nas melhores ondas do mundo. A WSL é composta por uma divisão de Circuitos e Competições, que supervisiona e opera mais de 180 eventos globais a cada ano; pela WSL WaveCo, que produz as melhores ondas artificiais de alta performance; e pela WSL Studios, com produções independentes de conteúdos e projetos com e sem roteiros.

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